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Data de publicação: 27/06/2013

Thaís Teisen - Redação Ciclo Vivo

Coleta seletiva ainda não é prioridade entre os brasileiros

A reciclagem é fundamental para o planeta, pois se recupera a matéria-prima que seria retirada da natureza. A ameaça de esgotamento dos recursos naturais não renováveis aumenta a necessidade de reaproveitar materiais recicláveis, mas a coleta seletiva ainda não é prioridade entre brasileiros

Coleta seletiva e reciclagem são palavras que já fazem parte do vocabulário de muitos brasileiros. Porém, fazer com que a ideia ultrapasse o limite das palavras e se torne um hábito diário ainda é um desafio. A comprovação desse fato pode ser percebida na pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatísticas (Ibope), que foi divulgada em maio de 2012. Segundo o relatório, apenas 26% das pessoas entrevistadas reciclam os seus resíduos, ao invés de simplesmente descartá-los de maneira indevida.

A falta de cuidado com a destinação correta do lixo reflete-se em diversos setores da sociedade, dentre os quais podem ser destacados a saúde e a economia. Conforme informações do Movimento Limpa Brasil, somente em São Paulo (SP) são gastos anualmente R$ 965 milhões em consequência de estragos causados pelo descarte incorreto de materiais. Enchentes, alagamentos e altos índices de doenças transmitidas pelo lixo estão entre os problemas mais comuns.

Na pesquisa realizada pelo Ibope foram entrevistadas pessoas espalhadas por todo o país. Entre os participantes, o melhor índice em reciclagem foi de 35%, que ficou por conta das pessoas com idade entre 55 e 64 anos. Os adolescentes e jovens, de 12 a 19 anos, tiveram a pior posição, reciclando apenas 18% de tudo aquilo que descartam.

Coleta seletiva − Mudar esse cenário não é uma tarefa tão simples e, para que essa prática seja posta em prática com sucesso, deve-se contar com esforços de todos os setores. O governo precisa incentivar, fiscalizar e estruturar as cidades para que a coleta seletiva não seja um sacrifício para os moradores. Da mesma forma a iniciativa privada também precisa auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias, conteúdo informativo e ainda com ajuda financeira para que as estruturas sejam aplicadas. Em contrapartida, à sociedade cabe a mudança de hábitos.

O cuidado com a separação dos resíduos domésticos é assunto sério e muito valorizado em países desenvolvidos. Para Carlos Bezerra, diretor de Projetos Especiais da Veja Engenharia Ambiental, é preciso que todos entendam que não se trata de lixo, mas sim de materiais que podem gerar lucros financeiros.

Os índices de reciclagem na cidade de São Paulo comprovam uma deficiência grave no setor. Apesar de ser a maior cidade do País e também a mais rica, a capital paulista recicla apenas 1,2% de todo o resíduo reciclável que produz. Entre os motivos estão a falta de adesão e informação por parte da população e também a baixa estrutura no sistema de coleta e gestão da cidade.

Diante deste cenário, o trabalho realizado pelos catadores se torna ainda mais essencial. O papel deles é tão importante que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina diversas regras para o descarte de lixo, incentiva a valorização e a regularização destes trabalhadores, para que saiam da informalidade e passem a ter direitos trabalhistas.

Educação − A mudança de comportamento em relação ao lixo não existe sem a educação. Por isso, tratar o tema coleta seletiva em escolas é de extrema importância para que as novas gerações possam dar novo fôlego ao cuidado ambiental. “A gente fala tanto do planeta que nós estamos deixando para as gerações futuras, mas, e as pessoas que nós estamos deixando”, indaga a educadora ambiental Aline Arruda.

Para ela, a facilidade com que as crianças aprendem permite que elas adquiram o conhecimento e logo o coloquem em prática, cobrando até mesmo que os mais velhos deem o exemplo. “Eu morava em um condomínio de casas e as crianças fizeram um abaixo-assinado para saber o porquê de não haver coleta seletiva no condomínio”, finalizou.




Fonte: Família Cristã 919 - Jul/2012
Postado por: Família Cristã




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