Evangelho na comunidade

Data de publicação: 12/07/2013

15º Domingo do Tempo Comum

Dt 30,10-14; Sl 68 (69); Cl 1,15-20; Lc 10,25-37


Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte

O samaritano viu e sentiu compaixão – No Evangelho de Lucas, Jesus sobe decididamente para Jerusalém e o evangelista descreve a viagem de Jesus em sete etapas bem marcadas, todas elas com um ensinamento aos discípulos que o acompanham. Na primeira etapa, os discípulos revelam desde o início a tendência que temos todos para o poder. Há quem pense que seguir Jesus significa se tornar poderoso, com poderes extraterrestres ou sobrenaturais. Os discípulos, concretamente Tiago e João, entraram numa aldeia de samaritanos por onde Jesus devia passar, mas os samaritanos não quiseram receber Jesus porque Ele ia para Jerusalém. Os samaritanos não iam a Jerusalém. Tiago e João perguntaram então a Jesus: “O Senhor quer que mandemos que desça fogo do céu e acabe com todos eles?”. Eles se imaginam cheios de poder, e por uma boa causa, a defesa da pessoa de Jesus. Jesus se zanga com eles. Afinal não foi para isso que Ele os chamou. Quando a primeira etapa termina, Jesus conta a um judeu mestre da Lei a conhecida parábola do bom samaritano. O homem atacado por bandidos e jogado na beira da estrada não foi socorrido nem pelo sacerdote judeu nem pelo levita. Foi socorrido pelo samaritano, considerado estrangeiro. Os samaritanos não receberam Jesus em sua aldeia, certamente porque não sabiam quem era Jesus, mas o samaritano da história contada por Jesus socorre o homem ferido na rua. A gente pode rejeitar Jesus e sua Igreja por ignorância, mas não dá para rejeitar o irmão machucado, que a gente está vendo e que é igual a nós. O samaritano viu e sentiu compaixão.

Esta palavra está bem ao teu alcance – Não é fácil seguir o exemplo do samaritano e, no entanto, Jesus disse que é para fazer como ele fez. Aproximar-se de alguém jogado na rua, cuidar dele, levá-lo a um hospital, pagar a conta e voltar para encontrá-lo, não é nada fácil. Tudo posso naquele que me dá força, dizia São Paulo, e o Deuteronômio nos estimula quando diz que o mandamento de Deus está perto de nós, ao nosso alcance, em nossa boca e em nosso coração. Jesus colocou o samaritano como exemplo a ser seguido por nós e nos dá também a força para agir como Ele agiu. Não agimos sozinhos. Contamos com Deus. Não agimos sozinhos. Contamos com os irmãos.

Jesus reconcilia e realiza a paz pelo sangue de sua cruz – O trabalho de Jesus também não foi fácil. Ele reconcilia, aproxima, derruba os muros de separação, realiza a paz, mas com suor e sangue. Em sua cruz, Ele mata a inimizade, aprendemos na Carta aos Efésios. Sua Igreja é seu corpo, visível pela presença unida de corpos de irmãos e irmãs. A Carta aos Colossenses insiste na superioridade de Jesus em relação a todas as forças deste mundo e na importância do corpo físico de Cristo e da Igreja.

Nossa vida hoje – O poder que Deus dá é o poder de servir, disse o papa Francisco em relação à sua função de pontífice supremo. Não busquemos o poder. Busquemos o serviço fraterno. No mundo de hoje não falta ocasião para os cristãos imitarem o bom samaritano, e não faltam grupos e organizações que trabalham em favor dos mais necessitados. Saiamos das fortalezas que nos protegem. Deus é a nossa proteção.

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura.




Fonte: Família Cristã 930 - Jun/2013
Postado por: Família Cristã




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