Tente outra vez!

Data de publicação: 12/07/2013

Maria Helena Brito Izzo*


“Só mesmo quem não luta deveria se sentir verdadeiramente derrotado. Mas se você lutou e não chegou lá, pelo menos saiba tirar boas lições das suas experiências. As perdas doem, mas também nos ensinam.”


Outro dia me perguntaram o que eu teria a dizer a um jovem ou uma jovem que, depois de ter se dedicado intensamente aos estudos, não conseguiu ser aprovado naquele exame vestibular para o qual tanto se preparou, durante um ano inteirinho... Teria a falar muita coisa, mas acho que tudo pode ser resumido em um conselho: tente outra vez! E se não der, de novo. E mais uma vez, até finalmente conseguir. Se isso é o que você de fato almeja. Porque sem persistência não somos nada. Você já pensou se todos desistíssemos de andar com a primeira queda? Certamente ainda estaríamos engatinhando.

Vou dar um exemplo que serve bem de estímulo ou consolo para quem não teve sucesso em uma empreitada para a qual trabalhou tanto: o alemão Albert Einstein. Pai da Teoria da Relatividade e um dos físicos mais brilhantes de todos os tempos,  ele foi reprovado na primeira tentativa de ingresso na Escola Politécnica de Zurique, na Suíça. Se o exemplo não foi suficiente, lembre-se de que Thomas Edison, o genial norte-americano precursor da revolução tecnológica do século 20, repetiu cerca de duas mil vezes uma experiência até finalmente inventar... a lâmpada!

Claro que nunca podemos menosprezar a dor alheia e achar que ela é pouca perante as demais dores do mundo. O jovem investiu, trabalhou, muitas vezes perdeu noites de sono estudando e não conseguiu seus objetivos. Então tenha paciência, fique triste, mas não entregue os pontos. Muito pior seria se você não tivesse lutado. A rigor, penso que só mesmo quem não luta deveria se sentir verdadeiramente derrotado. Mas se você lutou e não chegou lá, pelo menos saiba tirar boas lições das suas experiências. As perdas doem, mas também nos ensinam. A primeira lição é que ninguém ganha sempre. O ideal e o mais justo seria se todos, uma vez concluído o segundo grau, e independentemente de suas origens e condições socioeconômicas, tivessem acesso garantido a universidades públicas e gratuitas de qualidade. Mas o mundo ainda não é um lugar justo e esse, aliás, é um outro motivo, talvez o maior de todos, pelo qual devemos lutar sempre. Se o mundo fosse um local justo, as pessoas boas nunca sofreriam e as pessoas más não seriam felizes. Quem quiser refletir um pouco melhor sobre isso vá à Bíblia e leia o Livro de Jó.

Novas chances – Outra verdade absoluta é que os pais e os verdadeiros amigos também sofrem. Os pais só não entram junto com os filhos para fazer o vestibular porque não podem e só não choram com eles, em caso de reprovação, porque não devem. Dos pais, o melhor papel que a gente pode esperar, nessas horas, é que não transmitam suas ansiedades aos filhos e que nunca, jamais, deixem de estimulá-los. Já disse isso aqui mais de uma vez e volto a repetir: nós queremos que os filhos cresçam e sejam felizes, mas não para a realização nossa e sim para a realização deles próprios. A vida e as opções são dos filhos, e a nós resta apenas torcer e apoiar, quando necessário. Porque nosso papel, afinal, já foi cumprido na infância e na adolescência deles.

A pior coisa que um pai e uma mãe podem fazer a um filho que não conseguiu atingir seu objetivo, depois de ele ter se empenhado para isso, é criticar e condenar. Lembre-se de que no final do ano, ou mesmo no meio dele se for o caso, haverá uma nova chance e é preciso que todos estejam preparados e bem dispostos para ela. E o bom da vida é isso: ela dá novas chances para cada um de nós, basta acreditarmos e tentarmos.. Muitas vezes, uma boa chance se torna melhor ainda quando lutamos mais para consegui-la. Não desista e vá em frente! Você conseguirá!

*Terapeuta clínica e familiar.






Fonte: Família Cristã 901 - Jan/2011
Postado por: Família Cristã




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