Juventude missionária

Data de publicação: 20/07/2013

Por Reginaldo Carreira *


 A Jornada Mundial da Juventude nunca é vista como um fim, mas como meio de fortalecer esses líderes missionários

Chegamos! Estamos às portas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e não há como nos mantermos inertes. É contagiante ver toda a mobilização que anda acontecendo para este evento de fé. Até mesmo as críticas e as dificuldades da última hora nos impulsionam adiante. Eu, que já não sou tão jovem assim, também estarei lá, para partilhar e festejar a fé que une meu coração ao coração de tantos outros homens e mulheres de fé, de todas as raças e nações, para proclamar que “eu creio em Jesus Cristo!”.

A Jornada Mundial da Juventude é o assunto que tem dominado os meios de comunicação católicos e o coração dos católicos, já há bastante tempo. Muito mais agora que a contagem “progressiva” – como disse em outra ocasião – está se concluindo. E não vou ser diferente! Embora ainda devamos falar de tal evento em outras ocasiões, especialmente logo após seu término, vou falar sobre ele ainda nesta ocasião, como conclusão de várias reflexões que temos feito neste sentido.

Assim como a preparação para esse grande evento gerou muitos jovens missionários e lideranças cheias de entusiasmo, creio que a sua realização suscitará muitos outros, pois a Jornada Mundial da Juventude nunca é vista como um fim, mas como meio de fortalecer esses líderes missionários. Precisamos de uma juventude missionária, e a ocasião mais propícia é esta, a união de todos os povos em torno da mesma fé e do mesmo ideal cristão. E, mais ainda, a união de todos em torno de Jesus Cristo, autor e fundamento da nossa fé, nosso único Senhor e Salvador.

Compromisso missionário − Creio num mundo melhor, mas creio também que só podemos ser melhores se tivermos fé, e a JMJ será um momento propício para manifestarmos, valorizarmos e fazermos crescer, ressurgir e até surgir a nossa fé cristã em cada coração. Será um momento oportuno para viver e anunciar os valores da fé, especialmente a fraternidade, a justiça, a caridade, a esperança e a paz!

O lema da JMJ, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, é um chamado à esta responsabilidade de cada cristão, mas especialmente de cada jovem, com o anúncio da Boa Nova do Evangelho a todas as pessoas, sem distinção. Este, sem dúvida, é o compromisso missionário, inerente ao nosso Batismo, pois a Igreja é, na sua essência, missionária.

Sei que a fé sem obras é morta, sei que ainda há muito a se fazer, sei que há desigualdade social, injustiça e violência, sei que o Brasil pode ser muito melhor, sei também de tudo o que é mal e experimento essa luta diária pela promoção do bem. Mas sei que valor tem a fé cristã, que proclamá-la e festejá-la não é se isolar da realidade e que assumi-la publicamente já é, por si só, um gesto de coragem e de compromisso com o bem comum. Não sou iludido, sou convicto! Talvez um pouco sonhador, mas só os esperançosos sonham.

*Reginaldo Carreira é padre, conferencista, cantor e compositor




Fonte: Família Cristã 931 - Jul/2013
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Jovens nem-nem
Jovens na faixa etária dos 15 a 29 anos que nem trabalham nem estudam.
Das ondas ao altar
Se pregava, era de todo coração; se surfava, era para encarar as maiores ondas.
Somos peregrinos
A Jornada Mundial da Juventude, realizada na cidade do Panamá, país da América Central
Um chamado que faz chamar!
Um chamado que muitas vezes é questionado e rejeitado por um bom tempo, até que se percebe como o profeta Jeremias, que é uma luta desigual
ENTRE JOVENS
Grande parte dos jovens entre 15 e 29 anos, em algum momento experimentou dupla jornada.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados