Cracóvia: sede da JMJ2016

Data de publicação: 28/07/2013

Por André Bernardo
Fotos: Pedro Paulo


Pela segunda vez, a terra-natal do Papa João Paulo II vai sediar uma edição da Jornada Mundial da Juventude

Magdalena Patrycja Felus, 21 anos, não cabe em si de tanta alegria. Polonesa de Cracóvia, cidade localizada a 300 quilômetros da capital Varsóvia, ela comemora o fato de a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), prevista para acontecer em 2016, ser realizada em sua cidade natal. Dos 38,3 milhões de pessoas que vivem na Polônia, 91,5% são católicos como Magdalena. “Meu país é um lugar muito bonito e, se puder, faço questão de apresentá-lo aos peregrinos do mundo inteiro. Quero receber os brasileiros de braços abertos e retribuir a acolhida que me deram”, disse a jovem, que chegou ao Rio duas semanas antes do início da JMJ.

Magdalena participou dos três dias de Catequese da JMJ2013 na Paróquia de Nossa Senhora da Salete, no Catumbi, Centro do Rio. Lá, além de peregrina, a jovem polaca também exerceu o papel de “intérprete” do Padre Marcos Reis. “O idioma espanhol ainda dá para entender. Mas o polonês, eu tenho que admitir, é bem complicado”, afirma o pároco, que hospedou em sua igreja cerca de 400 conterrâneos de Magdalena. “Felizmente, o convívio na paróquia foi para Pentecostes do que para Babel”, brinca o sacerdote.

Quem também gostou de saber que Cracóvia, na Polônia, será a cidade-sede da próxima JMJ foi o Padre Rafael Siwek. Na opinião dele, não só seu país de origem, mas todo o continente europeu está precisando ouvir mais a Palavra de Deus. “Os governantes europeus não cuidam de seus jovens como deveriam”, critica o sacerdote. Esta será a terceira vez que um mesmo país sedia mais de uma edição da JMJ. Em 1991, o maior evento católico do mundo foi realizado na cidade de Czestochowa. Além da Polônia, terra natal de João Paulo II, Itália e Espanha também já sediaram a JMJ em duas ocasiões: a Itália em 1986 e em 2000 e a Espanha em 1989 e 2011.
 
“O coração da Jornada” − Para o diretor executivo do Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL), Padre Arnaldo Rodrigues, a Catequese é “o coração da Jornada”. “A intenção é proporcionar aos jovens um momento único de encontro com o Cristo”, sintetiza. E, para manter esse “coração” batendo durante três dias da JMJ, o Pontifício Conselho para Leigos (PCL) convocou 257 bispos de 175 países para aprofundar o lema "Ide e fazei discípulos em todas as nações" (Mt 28,19). Na Nossa Senhora da Salete, o bispo-catequista foi o arcebispo de Varsóvia, Kazimierz Nycz. Outras quatro paróquias, todas na Barra da Tijuca, também tiveram catequese em polonês.

Além de ouvir a Palavra de Deus em 26 idiomas, os peregrinos da JMJ2013 receberam o sacramento da Confissão, fizeram adoração ao Santíssimo e participaram da Celebração Eucarística. Das 273 sedes de Catequese distribuídas em igrejas, quadras e auditórios da cidade, 51 foram dedicadas à língua espanhola, 29 à língua portuguesa e 24 à língua inglesa. Os demais idiomas incluem desde os tradicionais italiano, francês e alemão até os poucos conhecidos letão, croata e euregio. Os 400 peregrinos que falam euregio, dialeto falado em parte da Alemanha e Holanda, foram acolhidos na Basílica Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca.

A Igreja Nossa Senhora do Brasil, na Urca, abriu as portas para 70 jovens da Letônia. Já os 280 peregrinos eslovacos se encontraram na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Madureira. A Paróquia São Marcos, na Barra da Tijuca, recebeu jovens vindos da Dinamarca e a Nossa Senhora de Fátima, em Realengo, da Holanda. “O idioma que predomina na JMJ é o da caridade e do amor ao próximo. A Jornada é sempre uma excelente oportunidade para reavivar a fé dos jovens e fortalecer a unidade da Igreja”, assegura Padre Marcos, que, até 2016, pretende aprender a falar algumas palavras em polonês.
 




Fonte: Família Cristã
Postado por: Família Cristã




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