Mocinha ou vilã?

Data de publicação: 18/09/2013

Juliana Borga     
                
A chupeta ajuda a acalmar e facilita o sono dos bebês, porém é preciso saber usá-la para não prejudicar o desenvolvimento dos pequenos.

A palavra chupeta em inglês é grafada pacifier, que significa pacificador, algo que tranquiliza, acalma. É por sua capacidade de acalmar os bebês por meio da sucção não nutritiva e da liberação de hormônios de bem-estar que ela é usada há séculos. Mas, para que seus benefícios compensem os efeitos negativos, é preciso tomar certos cuidados.

A chupeta só deve ser usada por curtos períodos, para acalmar o bebê e induzir o sono. O acessório não é prejudicial quando utilizado até os 2 anos e meio de vida, idade em que a maxila retorna à sua posição genética original, não causando danos ao desenvolvimento bucal da criança. “Se é uma criança que não tem tendência a ser protrusa (possuir a arcada dentária mais para frente que o normal), terá seu desenvolvimento dentro da normalidade. No caso de a criança possuir um fator hereditário de protrusão, ela vai ter essa maxila um pouco protrusa com ou sem chupeta. Só que nesta situação o uso da chupeta vai agravar o quadro” – explica dra. Maria Naira Friggi, professora doutora em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP (Universidade de São Paulo).

Alguns profissionais acreditam que o uso da chupeta possa interferir na amamentação, causando desmame precoce. Não é o que pensa dra. Maria Naira: “Enquanto o bebê é amamentado no seio da mãe, dificilmente ele pega a chupeta. A amamentação está relacionada com saciar a fome e ter contato com a mãe. A chupeta não substitui nada disso. Quando se introduz a mamadeira, é mais comum a criança não querer mais o seio materno, pois a mamadeira facilita a saída do leite, tornando o esforço menor” – observa.

Dedo na boca – Há estudos que indicam o uso da chupeta ortodôntica, devido a sua forma anatômica semelhante ao seio materno. Para a ortodontista, se a criança não pegar a chupeta ortodôntica, mas aceitar uma normal, tudo bem, o que vale é evitar o dedo na boca, um hábito mais nocivo. “O hábito de chupar o dedo tem graves consequências, além do fato de ser muito difícil acabar com este comportamento, já que a criança só vai se conscientizar a deixar de chupar o dedo por volta dos 7 anos” – completa dra. Maria Naira.

Nada de várias chupetas espalhadas pela casa, o certo é ter apenas uma, e esta não deve estar disponível. Se tiver fácil acesso a ela, a criança vai querer ficar o dia inteiro com a chupeta na boca. Respeite o momento certo de tirar o acessório – por volta dos 2 anos e meio – e não permita que a criança substitua a chupeta pelo bico da mamadeira. Para isso, nada de deixar a mamadeira na mão da criança.

Não utilize o acessório quando a criança fica acordada por um período de tempo maior. Deixe-a se entreter com as mãos, explorar brinquedos e balbuciar sons, como forma de exercitar a musculatura oral. “Quando usada com parcimônia e retirada na idade correta, a chupeta deixa de ser vilã. Ela ajuda a acalmar os bebês e contribui para um sono tranquilo” – finaliza dra. Maria Naira Friggi.


A pacificadora

Confira recomendações e dicas sobre o uso da chupeta:

•    Em que ocasiões pode ser usada?
Para acalmar em situações de dor e induzir o sono das crianças mais agitadas. É recomendada para bebês que nascem com o hábito de sugar o dedo, porque ajuda a  reduzir esse costume, mais nocivo.

•    E se o bebê não pega ou cospe em seguida?
Os pais não devem insistir nem forçar. Apenas no caso de substituir a sucção do dedo. Se o bebê cuspir a chupeta ao pegar no sono, evite colocá-la de novo na boca dele.

•    Quando começar a oferecer?
Quando o bebê deixa de mamar no seio materno e começa a usar mamadeira.

•    Causa dano?
O uso contínuo causa alterações nas bases ósseas dentárias e da boca, favorecendo a respiração bucal e causando alterações na fala.




Fonte: Familia Cristã 903 - Mar/2011
Postado por: Família Cristã




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