Segundas núpcias

Data de publicação: 21/10/2013

Padre Zezinho, scj*


Julgar situações é uma coisa. Julgar os situados, outra! É de impressionar o número de artistas, políticos, esportistas e homens e mulheres com alguma notoriedade que deixaram o primeiro casamento. Alguns deles já estão na quarta ou quinta relação.

Olhando de fora, friamente, diremos que não seguraram as relações anteriores. Como nunca se deve olhar com frieza nenhuma separação, porque quase todas são dolorosas, a conclusão é bem mais humana: nem todos eles ou elas conseguiram adequar os sonhos e as promessas à realidade das vidas que levavam.

O que isso significa? Que muitos deles são tentados além do seu limite. Relacionam-se muito, encontram muitas pessoas do sexo oposto e várias vezes, em situações de grande proximidade, são chamados a encontros ou cenas que os provocam. Em muitos casos parece até que são empurrados na direção dos outros e das outras. Nem todos resistem.
 
Há os que conseguem. Famílias solidamente erguidas, laços bem feitos, esposas ou maridos serenos e fortes, filhos maravilhosos ajudam, e muito, a passar pelas provocações da profissão ou do cargo sem arriscar um bem precioso como é a relação matrimonial.

Religião e amor – A religião ajuda e o amor também. Mas, quando carreira, profissão e trabalho falam mais alto, é de se esperar o distanciamento. Distanciamentos revelam-se fatais para pessoas públicas.  Não admira que, à medida que lemos os noticiários ou vemos televisão, somos informados que tal político, tal atriz, tal cantor, tal pessoa terminou seu casamento e está com outra ou com outro.  Se não são católicos não nos devem explicação. Que falem os seus orientadores. Se o são, também não devem a nós, que nem sequer os conhecemos, a não ser de fama. A Igreja constituiu sacerdotes para esse diálogo com pessoas em segundas núpcias. É lá o revelar do seu foro íntimo. É lá que se analisará o que houve e qual a parte ferida nesta separação.

Nosso olhar precisa ser, não de quem julga, mas o de quem procura entender. Vida pública é como vida pessoal, com a diferença de que as pessoas públicas são muito mais sujeitas às tentações de poder e de prazer. Têm dinheiro e glamour e, se quiserem, podem. A dor que fica é que às vezes nunca mais vai embora!


*Escritor, compositor e cantor.

     




Fonte: Família Cristã 907 - Jul/2011
Postado por: Família Cristã




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