Nossa razão de viver

Data de publicação: 06/12/2013

Mais do que a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ, quem merece os parabéns são mesmo os leitores e os assinantes que sobreviveram a tantos percalços pela vida

A REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ, como qualquer veículo de comunicação, seja impressa ou digital, só existe porque tem uma finalidade: chegar a alguém. Uma revista sem leitores, porém, não tem serventia, por mais rica, bonita e benfeita que seja. Porque qualquer mensagem publicada só se torna completa se for consumida, apreciada ou criticada. Ou como se diz, agora, se conseguir interagir com o público. Nem importa de que maneira,  como um dia deu a entender o poeta Mário Quintana ao explicar para que servem os livros de poemas. “Eles devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão também a fazer parte dos poemas.” Com adultos e revistas, o processo é igual, só substituindo os desenhos por ideias, projetos e reflexões.

É estimulante a quem produz a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ acreditar que a publicação é, assim, utilizada de várias formas por seus leitores. E, o que é melhor, por um tempo prolongado, o que demonstra fidelidade, afinidade e, por que não dizer, também perseverança. A julgar pelo cadastro de assinantes da revista, não são poucos os que nasceram, cresceram, casaram, criaram seus filhos, netos e mesmo envelheceram e partiram recebendo, mensalmente, a publicação. Afinal, são 80 anos de existência e, nesse período, cabe uma vida inteira e ainda sobra um pouco. Se hoje, no Brasil, a estimativa de vida é de 74 anos para os homens e de 78 anos para as mulheres, deve-se lembrar de que, em 1934, quando veio ao público o número 1 da revista, essa expectativa não passava de 36,5 anos. O que significa que, mais do que a publicação, quem merece os parabéns são mesmo os leitores e os assinantes que sobreviveram a tantos percalços pela vida. E, queira Deus, sobrevivam a outros mais.

Na verdade, a dívida de gratidão da revista para com seus leitores data desde os seus primeiros números, em que não contava com mais de 16 páginas, impressas em preto e branco e em papel-jornal, em um equipamento usado. Uma de suas primeiras leitoras, Palmira De Marinis Vasconcelos, é quem dá o testemunho. “A Revista Família Cristã era um folheto simples, sem colorido algum, mas chamou-me muito a atenção”, revelou. A leitora, pode-se dizer, talvez tenha sido a primeira grande fiadora da publicação, pois quando a irmã Tecla Merlo, cofundadora das Irmãs Paulinas, em passagem pelo Brasil, ainda nos anos 1930, havia já tomado a decisão de suspender a publicação devido às inúmeras dificuldades, foi convencida a voltar atrás ao ouvir o depoimento entusiasmado de algumas pessoas, em particular, de Palmira. O nosso muito obrigado a ela, pois sem seu testemunho a revista não teria chegado até aqui.

Na impossibilidade de ouvir todos os leitores e assinantes da publicação que a ajudaram a chegar aos seus 80 anos, foram escolhidos, aleatoriamente, entre os mais antigos, alguns nomes que pudessem dar um testemunho. O resultado pode ser conferido a seguir...

Interessante para todas as idades

Desde muito tempo, já conhecia a Revista Família Cristã muito bem, pois somos de uma família católica e, em casa, sempre gostamos muito de ler. A assinatura da revista foi feita há mais de 20 anos como um presente nosso para minha mãe, Iolanda Del Bel, falecida em 2012. A revista vinha para nossa casa e nós a levávamos para a casa dela. Depois que ela faleceu, a publicação passou a ficar mais aqui em casa. Continuamos a assinatura porque gostamos muito dela. Em função de sua qualidade, a publicação sempre serviu como tema para conversas em família. Ela apresenta uma boa variedade de temas. Meu marido e eu lemos e comentamos, pois os temas são atuais. A respeito dos 80 anos da Revista Família Cristã, desejo que ela continue nessa linha atendendo aos interesses de todas as idades e abrangendo temas relativos a toda a família.

Ada Geni Del Bel Pereira, 61 anos, professora estadual aposentada, de Pirassununga (SP)

Material de reflexão

Assinamos a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ há aproximadamente 25 anos e, durante todo esse tempo, a publicação ajudou muito nossa família em sua caminhada na Igreja, onde procuramos viver intensamente os ensinamentos. Minha mulher, Nadir, ministra da Eucaristia e membro da Legião de Maria, e eu usamos a revista principalmente como fonte, para tirar artigos que servem como temas de estudos semanais em nosso grupo de oração. Utilizamos bastante os textos da seção O Evangelho na comunidade, que servem para leitura, interpretação e reflexão sobre o Evangelho dos domingos. Eles são muito úteis. A revista do mês de outubro, por exemplo, nos apresenta as reflexões dos textos dominicais para o mês de novembro, e assim sucessivamente. Com base neles, fazemos, primeiro, uma leitura aqui em casa, individualmente, e depois levamos o resultado da nossa reflexão para o grupo de oração. Nós nos reunimos todas as terças-feiras para meditar sobre o Evangelho do domingo que passou. Também destaco os artigos do padre Zezinho, scj, na seção Paz inquieta, que eu particularmente aprecio muito.

Às Irmãs Paulinas e seus colaboradores, nos 80 anos de existência da REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ, desejamos os nossos parabéns pela produção desta publicação tão especial, que nos traz tanta informação e tanta formação cristãs, através de temas tão relevantes que muito ajudam no crescimento de seus assinantes.

Armando Svizero, 70 anos, bancário aposentado, de Bauru (SP)

Para ser lida pelo maior número de pessoas

Eu participava de um grupo de coroinhas na nossa igreja matriz e, quando eu tinha dez anos de idade, alguém da Congregação de São José ofereceu uma assinatura da REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ. Isso foi há 37 anos, de modo que eu não lembro bem quem foi. O fato é que eu levei a oferta para minha mãe, que, depois de ter visto que a revista tinha valor, resolveu assiná-la. Mas pôs a assinatura em meu nome. Meu pai já faleceu, mas minha mãe, Maria Júlia, está hoje com 78 anos. Há poucos dias, entrei em contato com o Departamento de Atendimento ao Assinante e pedi que a assinatura fosse transferida para o nome dela, porque é ela quem primeiro pega a revista, abre e lê. E depois distribui, passando para outras pessoas da família. Porque a gente entende que a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ não foi feita para ser guardada, mas para circular e ser lida pelo maior número de pessoas. Ela vai de mão em mão. A revista chega aqui em casa e, quando a gente vê, ela está lá no consultório médico do meu primo. Trata-se de uma revista que serve a todos, incluindo minha esposa, Nédia Machado, e minhas duas filhas. Uma tem 9 anos, a Sofia, e a outra, a Lígia, tem 11. Desde os meus tempos de escola, ela muito me instruiu e me ajudou. Hoje, ajuda minhas filhas nas aulas de catequese e nos trabalhos de escola. Da minha parte, aprecio hoje a revista devido à abrangência e aos assuntos variados que ela traz. É uma ótima ferramenta a serviço da família brasileira.

Celso Teixeira Parobé, 47 anos, advogado, de São José do Norte (RS)

Alicerce da espiritualidade

Eu me casei em 1970 e, desde aquela época, já era assinante da Revista Família Cristã. Na verdade, meus pais eram assinantes, de modo que não lembro quando eu conheci a revista. No meu caso, ter a revista foi uma tradição que passou de pai para filho. Crescemos, em cinco irmãos, com a revista, porque em casa sempre fomos muito engajados com a vida religiosa e com os trabalhos pastorais. Para nós, a revista foi um alicerce básico para a construção da espiritualidade e o desenvolvimento da fé. Com ela, aprendemos muito sobre a família e como criar os filhos. Sabemos, com antecedência, o tema das liturgias dos domingos e estamos informados sobre temas sociais e culturais. Já as receitas e as lições de artesanatos são aproveitadas nos grupos da melhor idade aos quais frequento. E, após ler a revista, a repasso para minhas filhas que estão em Porto Alegre (RS).

As últimas matérias que me chamaram a atenção foram as coberturas relativas à visita do papa Francisco ao Brasil e sobre a Jornada Mundial da Juventude. Aproveitamos muito as matérias no nosso Movimento Familiar Cristão e nos encontros de casais promovidos ali, em especial, os artigos relativos à realidade familiar, que, hoje, já inclui os casais de segunda união. Aproveitamos para debater esses assuntos entre as nossas famílias e casais. Participo, ainda, da Pastoral da Educação, da Pastoral do Ensino Religioso e de um projeto que eu mesmo criei, o dos Amigos da Alegria de Erechim, nos moldes dos Doutores da Alegria, de São Paulo (SP). Trata-se de um grupo de profissionais aposentados que visita os hospitais da cidade para levar alegria aos portadores de câncer. Acreditamos que a medicina, ao lado de uma forte espiritualidade, pode facilitar a cura.

Dulce Caldart Reato, 62 anos, professora estadual aposentada, de Erechim (RS)






Fonte: Família Cristã 936 - Dez/2013
Postado por: Família Cristã




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