Sala de Troféus

Data de publicação: 06/12/2013

Ninguém chega aos 80 anos impune e muito menos sem ser notado. Ainda mais no caso de uma publicação como a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ, que, agora em dezembro, alcançou a sua edição 936 – sem contar alguns eventuais suplementos e números extras. Se, em um cálculo até conservador, levarmos em conta que cada tiragem, em média, foi observada por cerca de 10 mil leitores, chegaríamos a um público de mais de 9 milhões de pessoas. Não é pouco. É gente que leu, foi informada de algo e, de alguma forma, se sentiu sensibilizada e evangelizada. Ou mesmo indiferente e no direito de criticar.

Esse, afinal, é o risco de quem não se esconde e vive a vida! Ter um trabalho permanentemente exposto em uma vidraça, como o de quem se posiciona em algum meio de comunicação, implica nos mais variados e imprevistos tipos de reação: de pedradas a flores. Ainda mais quando, do outro lado, está um público exigente, sensível e, na maioria das vezes, atento aos pequenos detalhes ou mesmo sedento de uma palavra de esperança.

Quando se erra, as cobranças, geralmente via carta, e-mail ou telefone, chegam mais cedo ou mais tarde – curiosamente, quase sempre mais cedo. Dotados de um fôlego insuspeito, os equívocos jornalísticos correm mais do que notícias ruins.
Quando se acerta, em compensação, os leitores não economizam generosidade ou adjetivos. Mas há, ainda, outro tipo de reconhecimento que envaidece qualquer profissional: os prêmios. Normalmente oferecidos por uma entidade ou público especializado e mais atento, eles nem sempre – infelizmente, quase nunca – representam alguma soma pecuniária ou valor em espécie além de um troféu, um diploma e, no máximo, o direito de ser mencionado em uma linha, não mais do que isso, do curriculum vitae do seu ganhador. E se isso serve de consolo, o Oscar também não...

Mas ao menos é um indicativo de que valeram a pena aquele esforço ou dedicação extras, aquela persistência em obter determinada entrevista ou ir um pouco além dos limites, físicos e de paciência, nas pesquisas.

The winner is... O primeiro prêmio registrado concedido à REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ coube à irmã Rosalina Bottasso, autora da matéria “Crianças prostituídas, exploradas, sem futuro”. No trabalho publicado na edição de novembro de 1989, a jornalista retratou a dura realidade vivida pelas crianças e adolescentes de Belém (PA) e Fortaleza (CE), que viviam em situação degradante, e a denúncia mereceu uma distinção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Em 2002, a versão on-line da publicação, então editada pela irmã Maria Alba Vega, foi uma das primeiras ganhadoras do então recém-instituído Prêmio Dom Hélder Câmara, criado naquele mesmo ano pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 2002 com o objetivo de premiar trabalhos jornalísticos cujos assuntos abordados coincidam com as propostas da Igreja no Brasil. Em 2004 seria a vez de a edição impressa ganhar o mesmo prêmio, dessa vez na categoria Mídia Católica. A matéria em questão, “Os idosos e a violência intrafamiliar”, publicada em junho de 2003, foi produzida pelo editor Fúlvio Giannella Júnior e o colaborador Marcelo Barbalho e abordava a questão dos maus-tratos aos idosos. Ainda em 2004, a revista conquistaria o troféu Veículos de Comunicação de 2003, na categoria menção honrosa, oferecido pela revista Propaganda, publicada pela Editora Referência.

Em 2006, a CNBB concederia, pela terceira vez, o Prêmio Dom Hélder Câmara à REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ pela reportagem “As vozes do povo”, publicada na edição de abril daquele ano. De acordo com a comissão julgadora, a matéria de Juliana Borga e Antônio Edson “enfocou o tema do 400 Dia Mundial das Comunicações (Mídias: rede de comunicação, comunhão e cooperação) com fatos atuais, apresentando um meio de comunicação alternativo para o povo, as rádios comunitárias e educativas.” Juliana ganharia o prêmio mais duas vezes. Em 2007, com a matéria “TV e internet dentro da sala de aula”, publicada na edição de janeiro da revista SUPER+, que, a princípio era um suplemento infanto-juvenil da REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ e que naquele ano ganhou vida própria. E, em 2010, ao publicar na edição de outubro de 2009 a matéria “Notas de solidariedade”, que contava a história de uma violinista adolescente que promoveu uma campanha na Flórida, Estados Unidos, para arrecadar mais de 10 mil dólares e ajudar uma comunidade carente do Brasil.

Realidade e origens – A REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ seria definitivamente confirmada como a maior ganhadora do Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa em 2012 com a repórter Karla Maria, autora da reportagem “Extermínio silencioso”, publicada na edição de janeiro daquele ano e que tratou a realidade dos povos indígenas Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul. O trabalho sensibilizou a comissão julgadora da CNBB, formada por profissionais e pesquisadores na área jornalística, por apresentar o dramático quadro vivido pelos Guarani Kaiowá,literalmente encurralados entre fazendeiros e sendo assassinados por lutar por suas terras tradicionais. A reportagem ainda tratou da origem histórica dessas terras em conflito e de sua situação demarcatória. “Mais importante que o prêmio foi sabermos que esses brasileiros ainda continuam sobrevivendo sem dignidade humana, sem terra e sem perspectiva”, lembrou a repórter Karla Maria, durante a entrega do prêmio. Em maio de 2012, a matéria “Ecos da vida”, das repórteres Karla Maria, Nayá Fernandes e Osnilda Lima, fsp mereceria o Prêmio do Sebrae de Jornalismo, São Paulo.




Fonte: Família Cristã 936 - Dez/2013
Postado por: Família Cristã




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