Amizade entre irmãos

Data de publicação: 18/12/2013

Rosangela Barboza


Onde há relacionamento humano é inevitável o conflito. O importante é os pais estimularem a amizade e o respeito entre os irmãos desde pequenos.

Olhar a amizade, a cumplicidade e o cuidado entre irmãos é uma delícia. Nada de rivalidade: irmãos são companheiros. Ou pelo menos deveriam ser. As famílias que têm irmãos amigos, que se compreendem e estão sempre dispostos a se ajudarem mutuamente é de admirar. Para isso, os pais têm um importante papel na construção de uma relação amistosa entre seus filhos. E antes de ensinar, por palavras, o respeito que um irmão deve ter pelo outro, é ideal que os pais demonstrem esse respeito na prática, entre si e por todos aqueles que os rodeiam.

“É importante que os filhos desde pequenos vejam esses exemplos. Assim, quando chegam à adolescência, a relação entre os  irmãos se torna mais tranquila. São valores que os pais passam para seus filhos e, entre eles, o respeito está acima de tudo” − explica Maria Rocha, psicopedagoga e especialista em Educação. “Eles devem ter a ideia de que pai e mãe são os mais experientes e têm o papel de cuidar dos filhos” − lembra a psicopedagoga.

As sementes da harmonia entre irmãos devem ser plantadas desde cedo, na gravidez. “A partir deste momento, os pais já devem preparar o irmãozinho mais velho para que ele receba o bebê com amor” − destaca Maria Rocha. Mas esse sentimento não surge de uma hora para outra e é algo que deve ser verbalizado diariamente para a criança. Cabe aos pais conversar com os pequenos sobre a importância de cada um deles. “É preciso se comunicar com os filhos, pois eles não adivinham os sentimentos dos seus pais. É importante elogiá-los e verbalizar os sentimentos e elogios, dizendo a eles: ‘Eu gosto que você seja assim, gosto como você age”’ − orienta Maria Rocha.

Dessa forma, também se evita um erro muito grave e comum que pode gerar rivalidade: a comparação entre os irmãos. “Os filhos são únicos e cada um tem a sua maneira de agir e essas diferenças precisam ser respeitadas” − salienta a psicopedagoga. É uma forma de colaborar para que eles cresçam se sentindo amados e aceitos, independentemente de suas diferenças.

Outro engano que deve ser evitado: é quando os pais tomam partido do irmão mais novo, em algumas situações. Um exemplo comum: o mais velho sempre tem a obrigação de ceder o seu brinquedo porque o caçula quer. Mas não é bem assim. Segundo Maria Rocha, é preciso respeitar o momento da criança que está com o seu brinquedo e o menor, embora não entenda ainda, deve aprender a esperar a sua vez. “Não é só porque temos uma criança menor que vamos fazer tudo o que ela quer” − ressalta a psicopedagoga. Assim, as crianças aprendem a respeitar o momento do outro.

Dividir o tempo
– E atenção pais: importante é saber dividir o tempo igualmente entre os filhos. Geralmente os filhos mais velhos têm ciúme dos mais novos, já que estes precisam de cuidados que implicam maior contato físico. Mas não dá para esperar que aqueles entendam com naturalidade a atenção dispensada aos irmãos ainda novos. Uma dica para os pais é mostrar aos irmãos mais velhos que ser mais velho também tem suas vantagens: podem, por exemplo, fazer programas diferenciados, de acordo com a idade, em companhia do pai ou da mãe. “A participação do pai é fundamental neste momento. Enquanto a mãe cuida do bebê, o pai pode fazer um passeio exclusivo com o filho a uma livraria para comprar um joguinho” − exemplifica Maria Rocha.

E quando as crianças querem chamar a atenção dos pais e provocam as famosas briguinhas por qualquer motivo? “É importante que os pais não interfiram. As crianças podem brigar, mas elas mesmas resolvem a questão e dali a pouco estão de bem novamente. Segundo a psicopedagoga, os pais só devem intervir se houver risco de um machucar o outro, com mordidas, por exemplo. E importante saber: o ato de os pais conversarem mais com os filhos, no dia a dia, estimula a amizade entre eles. A mãe pode dizer o quanto fica feliz ao ver os filhos brincando juntos e não só observar e chamar a atenção quando eles fazem algo errado. “É positivo passar essa alegria para os filhos. Às vezes, nem precisa falar: somente o olhar de aprovação, um sorriso, já basta” − lembra Maria Rocha.




Fonte: Família Cristã 909 - Set/2011
Postado por: Família Cristã




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