Edição de agosto de 2014

Data de publicação: 28/07/2014

A lei de Salomão

Descrito como sábio pelo Antigo Testamento (no livro dos Reis e em Crônicas), Salomão, que governou o povo hebreu durante cerca de 40 anos no século 10 a.C., recorreu à espada de um soldado para resolver uma demanda entre duas mulheres que reivindicavam a maternidade de uma criança: a cortaria ao meio e daria metade para cada uma. Como se sabe, uma litigante pediu clemência e para o bebê ser entregue vivo à outra parte, que achou justa a medida do rei. Então Salomão, talvez sem saber que usava empiricamente uma ciência que no futuro seria a Psicologia, proferiu a sentença: “Dai o menino à primeira e não o mateis. Essa é a mãe”. E entrou para os compêndios jurídicos como um paradigma de justiça: a salomônica.
Passados 12 mil anos do fato – ou tradição oral registrada –, as pessoas, como alguns divorciados que lutam pela guarda isolada dos filhos, ainda preferem vê-los aos pedaços. Nos sentidos figurado e emocional. Transferem às crianças a mágoa por uma união fracassada impedindo que a outra parte acompanhe seus crescimentos. Isso se chama alienação parental. Não se pode negar que, em certos casos, há de fato a omissão por parte de um genitor, o que só agrava a situação das crianças e é tão ruim quanto um processo judicial. Melhor seria, como se diz, um acordo em vez de uma demanda. Afinal é consenso que crianças que desfrutam da atenção do pai e da mãe, mesmo com ambos separados desde que mantendo uma relação civilizada, podem ser felizes. É o que possibilita a Lei da Guarda Compartilhada, baseada na Declaração Universal de Direitos da Criança.
Não à toa, a figura que simboliza a justiça também traz uma espada desembainhada e pronta a ser usada quando não se chega a uma conciliação. Porque salvo exceções justificadas, todos os filhos são tanto dos pais quanto das mães. E estes jamais deveriam se esquecer disso.

Revista Família Cristã
familiacrista@paulinas.com.br


Um jovem pregador
Como começou a história do padre que há cinco décadas revolucionou a evangelização da Igreja no Brasil

“Um certo dia... Apareceu um jovem... Seu jeito simples de conversar... Tocava o coração de quem o escutava...” Os versos dessa canção lançada em 1975 contam a história de um “Certo Galileu”, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Mas, seguindo os passos desse mestre, seu autor também pode ser considerado “o fenômeno do jovem pregador”, que, com seu violão e muito entusiasmo, há 50 anos tem ensinado a “amar como Jesus amou”. 
A história de sucesso de José Fernandes de Oliveira, o padre Zezinho, sacerdote do Sagrado Coração de Jesus, (scj), é bastante conhecida por seus mais de 300 livros, 1.500 canções, cerca de 120 CDs e também agora com uma presença ativa nas mídias digitais. Mas como tudo começou?
Para entender melhor início dessa história de evangelização do mineiro da cidade de Machado, nascido em 1941, e criado em Taubaté (SP), a Revista Família Cristã ouviu o testemunho de um menino e uma jovem que tiveram suas vidas marcadas pela presença do padre Zezinho, scj.

O menino – Murilo conheceu Zezinho, adolescente, em 1956. “Cheguei em Corupá (SC), para estudar para ser padre, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Matriculei-me na 5ª série. Ele estava na 8ª”,  conta o hoje arcebispo de São Salvador da Bahia, primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, scj.
Nessa época, Zezinho, já escrevia seus primeiros poemas vocacionais e pedia para Murilo declamá-los nas festas do seminário. “Só que eu não sabia que tais poemas haviam sido escritos por ele, pois ele inventava o nome dos autores. Só mais tarde é que descobri ser ele, o seminarista José Fernandes, o verdadeiro autor”, revela dom Murilo.
Já estudante de Teologia em Taubaté, Murilo teve a oportunidade de conhecer a mãe de Zezinho, a costureira Valdevina, esposa do transportador de gado e violeiro Fernando. Nessa época, Zezinho, estudava Teologia nos EUA. “Dona Valdevina havia conhecido a minha mãe e ambas tinham ficado amigas. Ela sabia que seu filho e eu éramos amigos e passou a me tratar com muito carinho. De meu lado, cabia-me escrever as cartas que ela queria enviar ao filho que estava longe”, conta.
Depois de terminar os estudos no exterior e ser ordenado sacerdote, em 1966, aos 25 anos, padre Zezinho, scj, voltou ao Brasil, foi nomeado para coordenar o trabalho vocacional na congregação e designado para o Santuário São Judas Tadeu, em São Paulo (SP). Pouco depois, ele começou a tomar parte num trabalho com jovens na capital paulista.

A jovem – Roseli Donato tinha por volta dos seus 18 anos e vivia os problemas típicos de uma jovem do início da década de 1970. “Eu estava passando uma fase difícil. Problemas em casa, meus pais estavam se separando, eu namorava um rapaz, mas não sabia mais se era namoro ou amizade.”
Nessa época a jovem foi a uma missa no Santuário São Judas. “Nossa! Tinha gente até no lado de fora da Igreja. E eu adorei a homilia dele. Muito atual”, conta Roseli, que a partir daí começou a participar do grupo de jovens.
A participação da jovem no grupo gerava conflitos com o então namorado. “Esse rapaz era contrário à minha participação na Igreja a ponto de uma vez dizer que se eu fosse a um retiro que eu queria ir, ele terminaria o namoro comigo. Eu fui e fiz a melhor opção.” Anos depois, Roseli conheceu no trabalho seu futuro marido, Walter Bruno Donato, com quem se casou e teve duas filhas, Mariane Cristina Donato, 34 anos, e Elaine Cristina Donato, 32.
Um fato marcante envolvendo padre Zezinho, scj, e o casal foi na bênção do noivado. “O padre prometeu que iria em casa nos abençoar, mas ele acabou não pegando o nosso endereço e nem tinha o nosso telefone, assim, não conseguiu chegar. Até hoje recordamos isso quando nos encontramos”, lembra Roseli, atualmente com 58 anos, coordenadora do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) na Diocese de São Miguel Paulista (SP), e secretária do conselho nacional do mesmo movimento. (Reportagem na íntegra, edição de agosto de 2014 da Revista Família Cristã)



PERSONA
Professor Plínio
Militante da esquerda católica desde a juventude e colaborador da Revista Família Cristã durante 30 anos,
Plínio de Arruda Sampaio deixa a política e a vida





ENTREVISTA

Doutora Resistência

De volta ao País, a advogada e militante Valdênia Lanfranchi relembra sua trajetória,
valoriza a força coletiva e reafirma seus compromissos





PERFIL

Um certo sacerdote
Os 50 anos de evangelização de um jovem pregador chamado padre Zezinho,
comunicador e formador por excelência



POVOS DA FLORESTA

Mineração em terras indígenas
“Para nós, desenvolvimento é ter nossa terra com saúde,
permitindo que nossos filhos vivam saudáveis num lugar cheio de vida”, Davi Kopenawa




POLÍTICA

A respeito dos votos nulos e em branco
O eleitor ao votar e não escolher um candidato se desincumbe da sua função,
já que o voto no Brasil é obrigatório, mas não do dever social e político




DINÂMICA FAMILIAR

Ciclos na vida
No caminho da vida, sem desanimar, se faz necessário uma pausa
para adubar e enxertar fé nas novas direções a seguir




VIDA DE CASAL

O hábito de ser feliz
Nas coisas simples, a rotina entre um casal fornece intimidade e cumplicidade mesmo que
os caminhos permaneçam os mesmos, o tornar novo o jeito de caminhar favorece a relação




FAMÍLIA

O filho do pai e da mãe
A guarda compartilhada é uma alternativa para a preservação da parentalidade
e o bem-estar dos filhos mesmo quando a conjugalidade chega ao fim




FILHOS

Educar sem violência
A difícil tarefa de educar os pequenos sem apelar para a violência,
pois atitudes ameaçadoras causam nos filhos comportamentos conflitantes gerados por insegurança




ENTRE JOVENS

Limite X liberdade?
Liberdade e limite não se opõem, mas se complementam.
Integrar esses dois aspectos na vida é um aprendizado 




MATURIDADE

Sempre é tempo
Aos 65 anos, Lydia Silva Gonçalves “começa a viver” quando aprende a ler,
a partir de então não mais, para conclui Pedagogia e se prepara para cursar Direito




PAZ INQUIETA

Um homem, uma mulher e um filho
Um homem e uma mulher casaram-se, entregaram-se e, muitos meses depois daquelas entregas,
o anúncio de que uma vida se formava dentro dela




JUVENTUDE E FÉ

Marcas de humanidade
A vocação cristã é essa: deixar marcas na humanidade, ou melhor, deixar marcas de humanidade,
pois Jesus, ao assumir nossa humanidade, a torna plena




FORMAÇÃO LITÚRGICA

O Sacramento da Penitência na história
O Sacramento da Penitência e um pouco de sua história. Ao observar as formas históricas,
pode-se vislumbrar quais sãos os elementos essenciais




FORMAÇÃO TEOLÓGICA

O temor de Deus
O temor não é medo de Deus, é admiração por vê-lo tão santo,
imenso, infinito e próximo de nós




ESPIRITUALIDADE

Monge pop
“Não escrevo livros de autoajuda! Tento levar a sério a situação do ser humano e fornecer respostas às suas perguntas a partir da Bíblia”,
garante o monge beneditino alemão Anselm Grün




IGREJA

Paróquia em renovação
As mudanças ocorridas nas últimas décadas na sociedade e o processo de secularização
diminuíram a influência da paróquia sobre o cotidiano das pessoas




SÍNODO DA FAMÍLIA

Comunicar o Evangelho da família hoje. Como?
Como Igreja, queremos pensar a família e utilizá-la apenas como “receptáculo” passivo de uma “transmissão”,
ou também estamos dispostos a beber dessa fonte?




ALIMENTAÇÃO

Doce e saudável, batata-doce
Assim é a batata-doce, um carboidrato que nos oferece
diversos nutrientes e até ajuda a manter o peso





SAÚDE

À flor da pele
Criado para diminuir a permanência hospitalar de recém-nascidos prematuros e aproximá-los de suas mães,
o Método Canguru é adaptado com sucesso aos pais que assumem um novo papel




BIOÉTICA

Neurociência e Ética (2)   
Todos se beneficiam quando a ênfase é em integração e não em intervenção.
A Ética na Ciência não deve aparecer pela primeira vez após algo que ocorreu de errado




CULTURA

Araucária, planta versátil e plural
Embrapa Florestas pesquisa espécie e difunde programas
para tirar o pinheiro da lista das plantas ameaçadas de extinção




PANORAMA

Um passo de cada vez
Os Passos de Anchieta é o trajeto da trilha que padre José de Anchieta percorria
nos seus deslocamentos da Vila de Rerigtiba à Vila de Nossa Senhora da Vitória




TEATRO

Convocação de um pai
No segundo domingo de agosto, você já pensou na surpresa
que vai fazer ao seu pai, afinal, é o Dia dos Pais?!




CRÔNICA

Toada para meu pai
Sempre penso a respeito sobre quais formas um pai pode ensinar seu filho,
transmitir todo o seu conhecimento e externar todo o seu amor




CULINÁRIA

Doce sabor de batata-doce
Cinco receitas saborosas feitas com batata-doce.
Bons pratos, com sabor e saúde para toda a família




TRABALHOS MANUAIS

E viva o saber do povo, o folclore!
Desde o ventre materno, fomos embalados com canções do nosso folclore, depois vivenciamos costumes e crenças,
além de ouvirmos histórias do folclore de nossa família e do nosso País.




ENCARTE

O PAPO É MATRIMÔNIO (7)
Falar de amor
Ao longo da história humana, muito foi dito sobre o amor. Muito foi discutido.
Teorias e definições foram apresentadas, porém, nada chega tão perto do ideal cristão do amor



O EVANGELHO NA COMUNIDADE

7 de setembro 23º Domingo do Tempo Comum
14 de setembro 24º Domingo do Tempo Comum
21 de setembro 25º Domingo do Tempo Comum
28 de setembro 26º Domingo do Tempo Comum




Fonte: Familia Crista ed. 944
Postado por: Família Cristã




Comentários

Enviado por: Paulo Roberto Pereira dos Sant

Quero parabenizar a Revista família Cristã pelo seu maravilhoso conteúdo de evangelização. Fui assinante, mas tenho muita saudade das revistas, pois nos faz crescer muito na fé. Peço a Deus que abençoe todos da equipe desta linda revista e que seus leitores saibam cada vez mais aproveitar o seu conteúdo. Que Deus abençoe todos as famílias cristãs do Brasil e do mundo.

Enviado por: terezinha freire

Ótima Revista , formadora das famílias na busca de vida saudável em todas modalidades e faixa etária. Sou professora pós-graduada e catequista há mais de 30 anos, sempre atualizada nesta sublime missão.


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