Nos caminhos da América

Data de publicação: 21/08/2014

Peregrinos iniciam caminhos pela América
Texto e fotos: Karla Maria


Um caminho inusitado pela América está sendo percorrido por 33 peregrinos brasileiros. Com roteiro montado pelo padre José Renato Ferreira, diretor da rádio da Arquidiocese de São Paulo e pela agência especializada em turismo religioso, a Práxis Viagens, os romeiros estão cruzando céus e terras que foram determinantes na construção de uma Teologia da Libertação, de um  rosto particular para a Igreja na América Latina. 

Os passaportes que já receberam o carimbo de entrada no México, na noite do dia 19, ainda serão carimbados em El Salvador e Colômbia, cidades marcadas por diferenças sociais. “Viemos revisitar a história da Igreja”, explicou padre Jose Renato durante a oração da manhã que antecedeu a primeira parada da peregrinação na Catedral Metropolitana da Cidade do México, dedicada a Nossa Senhora Imaculada Conceição.

A catedral levou mais de 200 anos para ser construída e finalizada. Esta localizada no Zócalo, o coração do Centro Histórico da cidade, configurando-se em um dos edifícios mais majestosos de todo o continente americano. “A catedral tem cinco naves e uma mistura de estilos. Trata-se da Renascença, do Barroco inicial e tardio. As torres e suas cúpulas em forma de sis são neoclássicas”, disse o guia turístico do grupo de peregrinos, Guilhermo Westphal.

Em um dos seus altares chama a atenção o Cristo Preto, que exposto - no altar central - é alvo das máquinas fotográficas. Observa-se o rigor da segurança em museus e igrejas históricas para que o flash não seja usado. Abaixo da Catedral ainda permanecem resquícios da cultura asteca, que foi dizimada pelos espanhóis no período de colonização exploratória.

A arte como instrumento de aproximação ao conhecimento
Saindo da catedral, cortando o trânsito da cidade mais populosa do mundo com cerca de 2,5 milhões de habitantes, a pé, em um clima de 23ºC, os peregrinos chegaram ao Palácio Nacional e nele, nos extraordinários painéis do pintor mexicano Diego Rivera, pintados entre 1925 e 1935. “Representa toda a história escrita o México divida em três sessões. São afrescos que traduzem sob o olhar marxista,os males que a colonização espanhola causou aos povos pré-colombinos.

Uma parada no Museu Nacional de Antropologia possibilitou o aprendizado. Enxergar a origem do povo mexicano e a sua evolução, sua inteligência arquitetônica, o cotidiano, os instrumentos, o casamento,  a comida, o comércio que era realizado.

O dia terminou no Palácio das Bellas Artes, na região central, com o “Ballet Folklórico de México” de Amalia Hernandez. Uma apresentação primorosa sobre aspectos culturais e da história do povo mexicano representado na dança, no canto, no sorriso. A influência espanhola grita no sapateado dos bailarinos, nos adornos nas cabeças e nas saias rodadas das moças.

Após a arte, a oração e o sono. Nesta quinta-feira,os peregrinos seguem para Puebla, cidade que em 1979 foi palco da 3ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano onde entre outras orientações, os bispos registraram que a Igreja católica na América Latina deveria ter uma ‘opção preferencial pelos pobres”.




Fonte: Familia Cristã
Postado por: Família Cristã




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