Obrigado, irmã!

Data de publicação: 17/12/2014

Padre Reginaldo Carreira* 

“Quero aproveitar este espaço para falar brevemente do valor da vocação religiosa feminina para a vida da Igreja.”


Se você participa da Igreja e busca intimidade com Deus, provavelmente já se fez esta pergunta: “O que Deus quer de mim?”. Deus, que é Pai, relaciona-se conosco e quer que participemos de sua obra de amor e salvação. Para isso, primeiramente, dá-nos o dom da vida e chama-nos à santidade.

Na medida em que nossa história vai se delineando, e crescemos na fé, percebemos um chamado mais específico, através dos diversos dons que o Senhor nos dá e da sua voz a ressoar na Palavra, na Eucaristia, nos momentos de oração, e através das pessoas que estão ao nosso redor. Deus age na nossa história e quer que sejamos instrumentos da sua ação na história da humanidade. É isso que Ele quer de mim e de você, com uma diferença: cada um em sua vocação específica, em seu chamado individual.

Quando se fala em vocações específicas, muita atenção se dá à vocação sacerdotal, seja do sacerdote religioso, seja diocesano. Embora eu tenha diversos motivos para priorizar esta vocação, quero aproveitar este espaço para falar brevemente do valor da vocação religiosa feminina para a vida da Igreja.

Em minha infância e adolescência, tive experiências muito positivas com o convívio ou encontro com religiosas. Sabemos que, embora em muitos lugares do nosso Brasil, tenhamos ou ainda temos muitas religiosas que exercem “quase” a função de párocos, poucas vezes elas ficam em situação de destaque ou evidência, como geralmente acontece com os padres nas comunidades. Creio que nem querem tal evidência ou comparação. O que quero fazer aqui é uma simples homenagem ao trabalho pastoral de tantas irmãs que encontrei pelo meu caminho e tantas das quais conheço bem a missão e que, não estando em evidência nos meios de comunicação, têm pouco ou quase nenhum reconhecimento. Sei também que não precisam desse reconhecimento para seguir em frente, mas eu preciso manifestar tal reconhecimento como Igreja que sou, e para que outras jovens deem mais atenção ao valor e importância desta vocação em nossa Igreja.

Mulheres de fé – Em minhas viagens de missão, encontrei-me várias vezes com religiosas, de diversas congregações, com hábito ou não, que também faziam seu necessário caminho deslocando-se para diversas partes do País e fora dele. Por algumas vezes, pude trocar umas palavras antes de seguir meu caminho, mas, na maioria das ocasiões, apenas as vi passar. Confesso que todas as vezes que as vi, mesmo sem que nos falássemos, a imagem daquelas mulheres de fé, boa parte de idade avançada, me dava um impulso ao meu ministério e missão e  “descansava” meu coração e meu corpo, por diversas vezes esgotados pelas exigências da missão.

O sinal que elas carregavam no hábito ou apenas em um pingente ou cruz no peito já causava em mim uma identificação e uma consolação, por vários motivos. Via naquelas irmãs empenhadas pela fé pessoas com ideais semelhantes aos meus, e isso me fazia não me sentir tão sozinho em alguns ambientes que em nada lembravam minha paróquia de periferia, simples e acolhedora. São muitas lembranças e motivos que me levam a dizer hoje: “Obrigado, irmã, por seu testemunho cristão que me faz amar mais a Jesus”.

*Conferencista, cantor e compositor.







Fonte: Família Cristã 908 - Ago/2011
Postado por: Família Cristã




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