Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 24/01/2015

Ano B – 25 janeiro de 2015

3º Domingo do Tempo Comum

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com
.br


3,1-5.10 – “Levanta-te! Vai a Nínive”.
Sl  24 (25) – Mostra-me, Senhor, os teus caminhos.
1Cor 7,29-31 – A figura deste mundo passa.
Mc 1,14-20 – O Reino de Deus está próximo.


Formar numerosos discípulos faz parte da mais antiga tradição de Israel. Surgem os mestres e os discípulos os procuram como quem procura a sabedoria. Procurar um interlocutor, adquirir um companheiro de estudo e julgar todo mundo com indulgência são orientações da tradição judaica, conservadas nas Máximas dos Pais. Jesus aceita que o procurem e toma a iniciativa de procurar.
O Quarto Evangelho conta que dois discípulos do Batista foram até a casa de Jesus e com ele passaram a tarde. É evidente que não procuravam a casa de Jesus, e sim o Jesus que morava na casa. Os dois seriam André e Filipe. Marcos, sem falar da pesca milagrosa como fazem Mateus e Lucas, diz simplesmente que Jesus passava à beira do Mar da Galileia, viu os dois irmãos Simão e André e os chamou: “Sigam-me e farei de vocês pescadores de gente”. É difícil saber com exatidão como se deram os chamados, quem veio primeiro, quem veio depois. O que importa é que Jesus se faz presente no meio das pessoas, e chama. Simão e André ouvem, deixam tudo e seguem Jesus. É claro que há aqui um poder de convocação na palavra de Jesus que o evangelista quer mostrar.
Mais adiante chamou dois outros irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu. Aí estão aos quatro primeiros que vão encabeçar todas as listas dos apóstolos. Destes, Pedro, sempre em primeiro lugar, Tiago e João estarão presentes na Transfiguração e na agonia no Getsêmani, assim como na ressurreição da filha de Jairo.
Os quatro primeiros serão completados com mais oito que formarão o grupo dos Doze. Mas, depois da ressurreição, na praia, Jesus toma uma refeição com sete apóstolos, e são nomeados Pedro, Tomé e Natanael. Não são nomeados os filhos de Zebedeu, que lá estavam, e dois outros que não sabemos quem são. Provavelmente representam todos os discípulos de todos os tempos. Por que aqui Pedro, Tomé e Natanael que nunca aparecem no início das listas? Este encontro foi depois da ressurreição e nos lembramos de que Pedro negou conhecer Jesus na sua prisão, Tomé não acreditou que Jesus tivesse ressuscitado, e Natanael não aceitou que Jesus, vindo de Nazaré, pudesse ser o Messias. Estes três encabeçam a fila dos que participam com o Ressuscitado da refeição de pão e peixe na praia do Mar da Galileia.
Por que e para que Jesus escolhe estes Doze e depois mais discípulos organizados que ele envia dois a dois? Para pregar o Evangelho de Deus anunciando que o tempo se completou e o Reino de Deus está próximo. E que se convertam e acreditem neste anúncio. Assim como Jonas foi enviado a Nínive para pregar a conversão dos maus costumes e da violência social, assim também todos os discípulos de Jesus, alguns fazendo sua a vocação de todos, anunciam a conversão.
O anúncio é parecido com o de João, mas não idêntico ao dele. Agora trata-se de converter-se e crer no Evangelho. Marcos destaca o vocábulo Evangelho e lhe dá um sentido novo. Em Mateus e Lucas, Jesus dirá: “Quem perder a sua vida por causa de mim, irá salvá-la”, em Marcos: “Quem perder a sua vida por causa de mim ‘e do Evangelho’ irá salvá-la”. O convertido vive por causa de Cristo e do seu Evangelho. Esse é o lema de sua vida. Os primeiros apóstolos deixam tudo por causa de Cristo e do seu Evangelho (cf. Mc 8,35).

Leituras e Salmos (26 a 31 de JANEIRO)
2ªf.: 2Tm 1,1-8 ou Tt 1,1-5; Sl 95 (96); Mc 3,22-30 ou.Lc 10,1-9.
3ªf.: Hb 10,1-10; Sl 39 (40); Mc 3,31-35.
4ªf.: Hb 10,11-18; Sl 109 (110); Mc 4,1-20.
5ªf.: Hb 10,19-25; Sl 23 (24); Mc 4,21-25.
6ªf.: Hb 10,32-39; Sl 36 (37); Mc 4,26-34.
Sáb.: Hb 11,1-2.8-19; Cânt: Lc 1,69-72.73-75; Mc 4,35-41.




Fonte: Familia Crista ed. 948
Postado por: Família Cristã




Comentários

Enviado por: Luiz

E o barco vai... Sempre a favor das correntezas e continua seu rumo, sem saber para onde vai. Assim é o homem sem fé.

Enviado por: luizlivio

Assim como os amigos, os discipulos na hora H, fogem dos verdadeiros amigos, que numa situação de angustia e solidão acaba ficando sozinho. Talves a maior dor de Jesus e o sentimento de Deus , foi isso. Na agonia nos Jardins de Getsmani, Jesus teve seu único e verdadeiro pesar....A Ignorância e desprezo de todos.


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