Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 13/02/2015

Ano B – 15 de fevereiro de 2015

6º Domingo do Tempo Comum

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br


 
Lv 13,1-2.44-46 – Habitará a sós, fora do acampamento.
Sl 31 (32) – Tu és o meu refúgio.
1Cor 10,31 – 11,1 – Tudo para a glória de Deus.
Mc 1,40-45 – “Se queres, tens o poder de purificar-me.”

Um leproso aproxima-se de Jesus e pede para ser curado. Os gregos chamavam de lepra a pele que se soltava como escamas. Hoje se fala de hanseníase, em homenagem ao dr. Hansen, que estudou a enfermidade. Como muitas outras doenças, esta também não tinha tratamento adequado que levasse à cura. Doença contagiosa com aspecto exterior não agradável de ser visto levou ao isolamento compulsório dos doentes.
Na Lei de Moisés, os sacerdotes deviam identificar a enfermidade, tanto para declarar que alguém estava infectado como curado. O sacerdote declarava o enfermo impuro e o isolava obrigando-o a morar fora da população. O fato de declará-lo impuro tinha uma conotação religiosa com práticas rituais. O leproso devia se vestir com roupas rasgadas, não penteava os cabelos e cobria a barba. Quando alguém dele se aproximava devia gritar: “Impuro, impuro”. Não havia cura e era preciso proteger a população muito exposta pelo seu modo nômade de vida. O que mais podia fazer a Lei? A Lei ajuda, protege, orienta, mas não cura e não salva. O leproso era doente, excluído e religiosamente impuro. Este homem se aproximou de Jesus.
A atitude de Jesus junto aos doentes e aos possessos se contrapõe a duas atitudes opostas, uma evidente e outra suposta. Supõe-se, por-
que é o que se vê, que alguém queira tirar proveito financeiro de um doente, seja qual for a enfermidade. O cuidado desse doente custará muito caro, plano de saúde, internação, indústria farmacêutica,
remuneração acabam com os recursos existentes ou impedem o acesso a esses bens por recursos inexistentes. A doença deste enriquece aquele. A Lei não resolve, a medicina não resolve, sobra Jesus. “Senhor, se queres, tens o poder de curar-me.” Jesus ficou comovido diante daquele homem. Tocou com sua mão no leproso, sem medo de contaminação, e disse: “Eu quero. Fica curado!”. Disse bem claro: “Eu quero”. É isto o que ele quer. Só que ele foi embora e deixou o André e o Pedro, o Tiago e o João, eu e você. E deixou São Paulo, que escreve hoje
para os coríntios e para nós: “Sejam meus imitadores como eu o sou de Cristo. Não busco o que é vantajoso para mim”.
Jesus tinha o poder de curar. Nós temos o poder de fazer o que é próprio do ser humano. O profeta Eliseu curou o sírio Naamã fazendo-o lavar-se sete vezes no Rio Jordão. Quem curou foi Deus, mas como isso foi feito, e por que as águas do Jordão, poderemos perguntar a Eliseu um dia. Em relação à hanseníase, podemos incentivar a não desistir do tratamento, que não deve

Leituras e Salmos (16 a 21 de FEVEREIRO)

2af.: Gn 4,1-15.25; Sl 49 (50); Mc 8,11-13.
3af.: Gn 6,5-8; 7,1-5.10; Sl 28 (29); Mc 8,14-21.
4af.: Jl 2,12-18; Sl 50 (51); 2Cor 5,20 – 6,2; Mt 6,1-6.16-18.
5af.: Dt 30,15-20; Sl 1; Lc 9,22-25.
6af.: Is 58,1-9a; Sl 50 (51); Mt 9,14-15.
Sáb.: Is 58,9b-14; Sl 85 (86); Lc 5,27- 32.





Fonte: FC ediçao 949
Postado por: Família Cristã




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