Evangelho na comunidade

Data de publicação: 05/03/2015

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br



Ano B – 8 de março de 2015

3º Domingo da Quaresma

Ex 20,1-17 − Não terás outros deuses além de mim.
Sl 18 (19) − Senhor, meu rochedo.
1Cor 1,22-25 −  Proclamamos Cristo crucificado.
Jo 2,13-25 − O zelo por tua casa me consumirá.

Por ocasião da festa da Páscoa, Jesus vai a Jerusalém, entra no Templo e defronta-se com os vendilhões. Vendiam material para os sacrifícios, e os cambistas trocavam as moedas dos que vinham de fora. Jesus faz um verdadeiro esparramo, derrubando mesas e espalhando moedas. Foi mais calmo com os que vendiam pombas, certamente pequenos comerciantes pobres. A eles Jesus pediu que não fizessem da casa de seu Pai uma casa de comércio. Embora cheio de zelo pela casa do Senhor, Jesus devia se explicar. Quem era ele, afinal, para proceder dessa maneira num espaço que tinha chefes e responsáveis? Pediram-lhe que desse um sinal que legitimasse o seu proceder. Jesus responde apontando para a ressurreição de seu corpo. “Destruam este Templo, o meu corpo, e em três dias o levantarei.” Estaria ele substituindo o Templo por seu próprio Corpo, que chamaremos depois de Corpo Místico de Cristo, sendo ele a cabeça e nós os membros? Por que então se preocupou em purificar o Templo de pedra se ele tinha perdido a sua função? De fato, todas as Escrituras e tudo o que até agora aconteceu se concentram e se realizam na pessoa de Jesus. Ele, só, é suficiente e basta. No céu não haverá mais Templo. No entanto, a ele nos juntamos nós, que somos Templo do Espírito Santo, mas humanos, limitados e imperfeitos. Podemos querer comercializar a casa do Pai e na casa do Pai.
Quando fomos batizados, renunciamos a satanás com todas as suas obras e recebemos o Espírito Santo. Fomos purificados e nos tornamos casa de Deus, templos do Espírito. Escrevendo aos gálatas, São Paulo elenca as obras más, que são fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões, discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias, e coisas semelhantes a estas, que deixamos para trás. Uma vez batizados, cultivamos os frutos do Espírito que são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. De Moisés recebemos a grande orientação de vida, os Dez Mandamentos. Não somos salvos pela observância da Lei, mas a Lei é o nosso pedagogo. Quem tem o dom do Espírito descobre o que ela ensina e a orientação que ela dá para o cultivo dos frutos do Espírito.
Que serviço podemos prestar à humanidade a partir da purificação do Templo e da vida nova do Ressuscitado? Certamente não será com os sinais que os judeus pedem nem com a sabedoria procurada pelos gregos. Será com escândalo e insensatez: o Cristo crucificado. Isto significa na prática uma presença amorosa, silenciosa e gratuita, sem pretensões de imposições, julgamento ou correção. A Campanha da Fraternidade normalmente propõe temas de conversão social não apenas para os católicos, mas para todo o País, visando ao bem de todo o povo. Neste ano, o exame de consciência é para a Igreja no seu relacionamento com a sociedade civil: a Igreja existe para servir. Pensando que a Quaresma nos leva a uma séria tomada de consciência do nosso Batismo, se não ao próprio Batismo, concluímos que fomos batizados para prestar serviço. Afinal, nós nos inserimos naquele que veio para servir e não para ser servido. O tema do serviço tira de nós toda pretensão de poder e dominação. Caminhamos com quem não faz parte do nosso grupo e lavamos-lhe os pés.

Leituras e Salmos
(9 a 14 de MARÇO)
2af.: 2Rs 5,1-15a; Sl 41 (42); Lc 4,24-30.
3af.: Dn 3,25.34-43; Sl 24 (25); Mt 18,21-35.
4af.: Dt 4,1.5-9; Sl 147 (147B); Mt 5,17-19.
5af.: Jr 7,23-28; Sl 94 (95); Lc 11,14-23.
6af.: Os 14,2-10; Sl 80 (81); Mc 12,28b-34.
Sáb.: Os 6,1-6; Sl 50 (51); Lc 18,9-14.









Fonte: FC ediçao 950
Postado por: Família Cristã




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