Incapaz para o matrimônio

Data de publicação: 05/03/2015

Quem coisifica esposo ou esposa mostra incapacidade de vê-lo(la) como pessoa, ser mais gentil com o cão do que com os familiares deveria ser crime, e é!  

Padre Zezinho, scj                        

Fato mais comum do que se imagina, há milhões de casais que nunca deveriam ter se casado, da mesma forma que há profissionais que nunca deveriam estar no posto e na profissão que exercem. A aptidão deveria ser requisito fundamental, tanto para o policial como para o político, tanto para o médico como para o pregador. Deveria também ser exigência inegociável para quem vai viver junto e gerar filhos, de quem supostamente cuidará por 20, 30 anos, até que estes se casem e formem seu próprio ninho.
Exige-se atestado para centenas de funções e missões, mas para o casamento raramente se exige atestado de sanidade mental e de capacidade de vida a dois. O outro é fundamental!
E há indivíduos que não conseguem o mínimo grau de alteridade para conviver com pais e irmãos; menos ainda com esposo ou esposa. Pode não parecer, mas, para dormir no mesmo leito, comer à mesma mesa e partilhar os mesmos cômodos, há um mínimo de requisitos a serem cumpridos, sem os quais haverá atritos e agressões.

Vida a dois? − Quem bate na pessoa “amada”, ou na pessoa que o(a) ama; quem vive de suspeitas infundadas; quem morre de ou espanca por ciúmes; quem acha que não tem nada a corrigir, mas exige que a outra pessoa mude; quem tem uma lista de defeitos para o(a) cônjuge e admite no máximo um ou dois defeitos para si; quem levanta a mão, ameaça e bate; quem espanca e depois chora pedindo perdão; quem hoje acaricia e amanhã enche de pancadas... Esse tipo de pessoa não está apta para o matrimônio. Não é invenção minha.
Compartilham dessa ideia psicólogos, psiquiatras, médicos, sacerdotes, educadores e autoridades.  O número assustador de cônjuges feridos, espancados, humilhados por calúnias, suspeitas, difamações e palavrões, tratados com desprezo e alvo de piadas infames, faz pensar nos rumos de nossa sociedade.
Se não devemos formar profissionais incompetentes, o Estado não deveria assinar embaixo de contratos matrimoniais, nem as Igrejas abençoar uniões nas quais um dos cônjuges não tem capacidade de perdoar ou de pedir desculpas. Menos ainda uniões nas quais um dos dois primeiro bate e depois chora porque bateu.
Há tratamentos para isso. Em alguns casos a pessoa se regenera; em outros é duvidoso que a pessoa mude. Psicólogos explicam em detalhes para quem quiser saber em que consiste a aptidão ou a inaptidão para a vida a dois.
Quem coisifica esposo ou esposa mostra incapacidade de vê-lo(la) como pessoa. Ser mais gentil com o cão do que com os familiares deveria ser crime. E é!  


Destaque:

Quem coisifica esposo ou esposa mostra incapacidade de vê-lo(la) como pessoa, ser mais gentil com o cão do que com os familiares deveria ser crime, e é!  




Fonte: FC ediçao 948
Postado por: Família Cristã




Comentários

Enviado por: maria jose de almeida caetano

Pois é, já tentei culpar a muitos pelo meu matrimônio às avessas, mas a maior culpada sou eu mesma! Aprendi a gostar de um rapaz pelo seu modo generoso de viver a vida, ele gostava de partilhar com os mais pobres e não tinha vícios, até hoje não os têm! Casamos por outra religião, pois ele se dizia ser batizado na Igreja Assembleia de Deus, apresentou testemunhas idôneas para que a Igreja o aceitasse como batizado que é. Pois não é que de um tempo pra cá , já conto uns 7 anos se não mais, elevem apresentando atitudes anti cristãs, debochando de qualquer doutrina que prega o nome de Deus e se denominando ateu. Quanto ao tratamento que vem tendo comigo, sou uma qualquer, pelo menos assim eu tenho feito a leitura a partir da maneira como se dirige a mim: só dá ordens, e quando puxo um assunto me ignora. Não nos falamos como pessoa,já nem digo como casal, há muito tempo, embora eu ainda insista. Tenho orado!


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