Evangelho

Data de publicação: 25/03/2015

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br


Ano B – 29 de março de 2015
Domingo de Ramos

Is 50,4-7 – O Senhor Deus é o meu aliado.
Sl 21 (22) − Anunciarei o teu nome aos meus irmãos.
Fl 2,6-11 − Jesus Cristo é o Senhor.
Mc 14,1–15,47 − Deixai-a em paz!

1. Hoje celebramos a Paixão e Morte do Senhor. No próximo domingo, celebraremos a sua ressurreição. Faltavam seis dias para a Páscoa quando Jesus entrou em Jerusalém. Foi bem acolhido, com ramos e palmas e aclamações. Os que iam à frente e os que vinham atrás clamavam: “Hosana. Bendito o que vem em nome do Senhor. Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi. Hosana no mais alto dos céus”. Entrou gloriosamente montado num jumentinho coberto com mantos. Além de realizar a profecia de Zacarias, como escreve São Mateus, o jumentinho não era uma montaria desprezível. Estará Jesus realizando o sonho do seus apóstolos, entrando na cidade santa para assumir o governo, libertar Israel da dominação romana e fazer dos apóstolos os seus ministros? Não! Os anúncios feitos anteriormente da Paixão e Morte de Jesus continuam atuais. Jesus entra em Jerusalém montado no jumentinho e aclamado pelo povo, e sairá carregando o madeiro para ser crucificado fora da cidade.
2. A decisão de matar Jesus já está tomada, sem tumulto, se possível. Uma mulher antecipa-se em ungir o seu corpo para a sepultura. Unge sua cabeça, como são ungidos os reis e os profetas. Judas arquiteta a traição. Numa ação litúrgica elaborada, Jesus institui a Eucaristia entre dois anúncios, o da traição de Judas e o da negação de Pedro. No Getsêmani começa a agonia. A tristeza invade a alma de Jesus, que permanece firme. Judas chega e com um beijo o entrega. Naquele momento, todos fogem e deixam Jesus sozinho. Um jovem enrolado em um lençol é agarrado, mas escapa nu. Foi o que sobrou de apóstolos e discípulos, nada, segundo São Marcos. O jovem nu era São Marcos. Jesus passa por um duplo julgamento. Na vigília da noite, está no tribunal do sumo-sacerdote, onde sofre a zombaria judaica. Zombam-no como profeta. Pela manhã do dia seguinte será o julgamento de Pilatos, o governador romano. No interior do palácio, sofre a zombaria romana. Zombam-no como rei e o humilham. Na terceira hora o crucificaram, e ele sofreu a zombaria do povo: “Salve-se a si mesmo e desça da cruz!”. Na sexta hora Jesus grita duas vezes; dois prodígios acontecem, as trevas e o véu do santuário que se rasga; Elias é mencionado duas vezes, há ainda duas zombarias e Jesus morre. Começam então as respostas. O soldado romano reconhece que Jesus é o Filho de Deus. O judeu, José de Arimatéia, providencia uma sepultura digna. As mulheres, representando o povo, vão bem cedo com aromas completar a unção do corpo. O último a fugir tinha sido um jovem envolto no lençol. Agora, um jovem de túnica branca está sentado no túmulo e anuncia a ressurreição.
3. Estando para morrer em 1696, o poeta baiano Gregório de Matos ainda tinha forças para rezar diante do Crucificado, e com ele rezamos também nós, com a poesia tornada prosa: Meus Deus, o senhor está pendente de um madeiro, e eu afirmo querer viver em sua lei, e em sua santa lei hei de morrer, animoso, constante, firme e inteiro. Estou no lance derradeiro, minha vida anoitece, é hora de se ver, Jesus, a brandura e a mansidão. Seu amor é grande e o meu delito também, mas o pecar tem fim e o amor não, porque é infinito. Esta razão me obriga a confiar, que, por mais que pequei, neste conflito, espero em vosso amor de me salvar”.

Leituras e Salmos (30 de MARÇO a 4 DE ABRIL)
2af.: Is 42,1-7; Sl 26 (27); Jo 12,1-11.
3af.: Is 49,1-6; Sl 70 (71); Jo 13,21-33.36-38.
4af.: Is 50,4-9a; Sl 68 (69); Mt 26,14-25.
5af.: Is 61,1-3a.6a.8b-9; Sl 88 (89); Lc 4,16-21.
6af.: Is 52,13 - 53,12; Sl 30 (31); Jo 18,1-19,42.
Sáb.: gn 1,1 –2,2; Sl103 (104); Rm 6,3-11; Mc 16,1-7.




Fonte: FC ediçao 950-FEV 2015
Postado por: Família Cristã




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