Evangelho

Data de publicação: 01/04/2015


Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

Ano B – 5 de abril de 2015
Ressurreição do Senhor

At 10,34a.37-43 – Deus o ressuscitou.
Sl 117 (118) – Este é o dia que o Senhor fez.
Cl 3,1-4  ou 1Cor 5,6b-8 – Sereis manifestados com Cristo.
Jo 20,1-9 ou Lc 24,13-35 – Entrou também, viu e creu.
Cristo ressuscitou, ressuscitou de verdade. O discípulo viu e acreditou, ele viu o túmulo vazio e acreditou, embora os discípulos ainda não tivessem compreendido que Jesus devia ressuscitar dos mortos. Maria Madalena, que chegara antes ao túmulo, pensava que tinham tirado o corpo de Jesus e o levado para outro lugar. Eles viram Jesus morrer e ser sepultado. Não era fácil pensar que estivesse vivo, que tivesse ressuscitado. Mas o discípulo, figura de todo discípulo verdadeiro, logo percebeu que Jesus tinha ressuscitado de verdade. Eles não inventaram a ressurreição de Jesus. Inicialmente viram apenas o túmulo vazio.
A primeira pregação apostólica transmitiu a experiência vivida por aqueles que viram Jesus ressuscitado e puderam com ele comer e beber. Na casa de Cornélio, o romano convertido com toda a sua família, Pedro testemunha com força e coragem tudo o que viu e viveu com Jesus Cristo, desde o início até sua ressurreição. E agora, afirma ele, “todo aquele que crê em Jesus recebe em seu nome o perdão dos pecados”.
Nós cremos em Jesus e com ele ressuscitamos quando fomos batizados. Queremos alcançar as coisas do alto, onde ele está. Morremos no batismo e ressuscitamos para uma vida nova escondida com Cristo em Deus. Um dia tudo se revelará e apareceremos com Cristo revestidos de glória.
Nossa inteligência, quando é muito boa, entende logo ideias e princípios que chegam até ela. Compreendemos, porém, com mais facilidade, seja o que for, por meio de exemplos e comparações, embora exemplos e comparações sejam limitados. As comparações são mancas, diziam os latinos. Falham quando se referem ao ser humano e mais ainda quando se referem às realidades de Deus. O próprio Jesus nos disse que, se a semente que cai por terra não morre, não produz frutos. Foi uma comparação para significar que da morte surge a vida. A sementinha enterrada morrem e ressuscitou nos frutos que surgirão um dia. As larvas da cigarra, 17 anos debaixo da terra, aparecem de repente esvoaçantes e cantantes num barulho cheio de vida para a defesa da própria vida. São figuras da ressurreição, embora não estivessem mortas. Alguém que passou por uma anestesia antes de uma cirurgia grave experimenta um apagão. Simplesmente desaparece para acordar um tempo depois. É assim que adormecemos num sono profundo para acordarmos diante da Face do Senhor com um corpo renovado? Jó, o sofredor fiel a Deus, disse com tanta convicção: “Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão e não os olhos de outros”. Não vou me encarnar em outro corpo. Eu mesmo o verei. Se Cristo não ressuscitou, permaneceremos no apagão. Desde que Paulo escreveu aos gálatas que Deus se dignou revelar nele, não para ele, mas nele, o seu Filho Jesus, sabemos que Jesus vive e permanece entre nós porque o vemos vivo em muitos que o tornam presente em nosso mundo. Um velho monge de grande experiência de prisões, sofrimentos e oração não recomendava renúncias e ascese, mas um estado permanente de presença no reconhecimento das forças do bem que estão em nós. De Jesus saía uma força que curava e sua ressurreição foi uma explosão de energia, que pode ser vista num estado permanente de alegria no Espírito. É preciso saber morrer para poder ressuscitar.



Leituras e Salmos (6 a 11 de abril)
2ªf.: At 2,14.22-32; Sl 15 (16); Mt 28,8-15.
3ªf.: At 2,36-41; Sl 32 (33); Jo 20,11-18.
4ªf.: At 3,1-10; Sl 104 (105); Lc 24,13-35.
5ªf.: At 3,11-26; Sl 8; Lc 24,35-48.
6ªf.: At 4,1-12; Sl 117 (118); Jo 21,1-14.
Sáb.: At 4,13-21; Sl 117 (118); Mc 16,9-15.






Fonte: FC ediçao 951-MAR 2015
Postado por: Família Cristã




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