Evangelho do Domingo

Data de publicação: 21/05/2015

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

Ano B – 12 de abril de 2015
2º Domingo da Páscoa

At 4,32-35 – A multidão dos fieis era um só coração.
Sl 117 (118) – Eterno é seu amor.
1Jo 5,1-6 – O Espírito é a Verdade.
Jo 20,19-31 – A paz esteja convosco.

Ao anoitecer do primeiro dia da semana, o dia da ressurreição, os discípulos reunidos em Jerusalém puderam ver o Senhor ressuscitado. Tomé não estava com eles e não acreditou. Mesmo à distância, ele tinha visto as chagas e o lado aberto pela lança, ele viu Jesus morrer e ser sepultado. Não era fácil pensar que ele estivesse vivo, que tivesse ressuscitado de verdade. Tomé queria uma prova concreta, queria ver Jesus e nele tocar com suas mãos. Tomé não inventou a ressurreição. Ele nem acreditou que seus companheiros tivessem visto o Cristo de verdade. No entanto, aprendemos com São Tomé a dizer “Meu Senhor e meu Deus” e assim professar a fé na ressurreição, porque Jesus, na sua misericórdia, permitiu que Tomé tocasse em suas chagas.
Tomé primeiro viu, depois tocou, depois acreditou. Era assim que ele queria e assim o Senhor lhe concedeu em sua divina misericórdia. A experiência de Tomé com o Ressuscitado não foi apenas interior, algo teria acontecido dentro do seu coração numa forte sensação de que ele estava vivo. A experiência de Tomé nos coloca diante de um fato histórico. Jesus entrou na casa onde se encontravam de portas fechadas. Juntamente com os outros, Tomé o vê. Para que saiba que não se trata apenas de uma visão interior, Jesus o chama e manda que toque em seu corpo. “Põe o teu dedo aqui. Estende tua mão e coloca-a no meu lado”. Há quem diga: “Sou como São Tomé, preciso ver para crer”. O simples ver pode comportar uma ilusão. Então toque com as mãos para ter certeza, e depois conte aos outros o que sentiu. As mãos dos apóstolos puderam apalpar a Palavra da Vida. Assim escreve São João em sua primeira carta, texto aplicável tanto ao Jesus histórico quanto ao Cristo ressuscitado: “O que era desde o princípio, o     que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida ... isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. ... Isso vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa”.
A primeira comunidade se serviu de suas mãos para testemunhar ao mundo que Jesus tinha ressuscitado e estava vivo junto do Pai e entre os seus. Os primeiros cristãos tocaram com as próprias mãos no corpo dos irmãos e das irmãs necessitados e partilharam o que tinham para que ninguém se sentisse esquecido ou abandonado. Desde o início, apóstolo e discípulos, e com eles Maria, estavam juntos, vivendo a unidade desejada por Jesus numa comunidade de vida. Cresceram e multiplicaram-se e eram um só coração e uma só alma. Tinham uma visão muito clara sobre a importância da boa administração dos bens materiais. Punham tudo em comum para que não houvesse necessitados entre eles. A Igreja nascente recolhia dinheiro e doações para que não houvesse entre os irmãos ninguém passando necessidade. Para isso servia o dinheiro. Acreditavam em Cristo. Centrados na prática do amor, tinham consciência de ter nascido de Deus e vencido o mundo pela fé. O Espírito os impulsionava a dar testemunho e a viver na caridade.
Agradecemos a São Tomé, que nos ensinou a ver e crer com as mãos. Agradecemos também porque ele ajuda a nossa fé na ressurreição histórica do Senhor. E agradecemos o Senhor por sua divina misericórdia.

Leituras e Salmos (13 a 18 de abril)

2ªf.: At 4,23-31; Sl 2; Jo 3,1-8.
3ªf.: At 4,32-37; Sl 92 (93); Jo 3,7b-15. 
4ªf.: At 5,17-26; Sl 33 (34); Jo 3,16-21.
5ªf.: At 5,27-33; Sl 33 (34); Jo 3,31-36.
6ªf.: At 5,34-42; Sl 26 (27); Jo 6,1-15.
Sáb.: At 6,1-7; Sl 32 (33); Jo 6,16-21.




Fonte: Familia Crista ed. 951/Março de 2015
Postado por: Família Cristã




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