Mesa da Palavra

Data de publicação: 21/08/2017

22º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 3 de setembro de 2017

Jr 20,7-9 – Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir
Sl 62 (63) – Ó Deus, tu és o meu Deus, desde a aurora te procuro
Rm 12,1-2 – Transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar
Mt 16,21-27- Quem perder sua vida por causa de mim a encontrará

    O profeta Jeremias recebeu de Deus uma missão nada fácil. Quando Deus o chamou, ele ficou encantado. Jeremias não podia resistir diante da força de Deus. Dirá depois, na hora da provação, que Deus o seduziu e ele se deixou seduzir. Uma afirmação bonita com um pouco de amargura. Em nossos dias, o profeta diria: “Por que me meti nisso? Vejam o resultado”. Os tempos de Jeremias eram difíceis. Por toda parte havia violência e destruição. Jeremias protestava, pregava contra a situação, e zombavam dele. Chegaram até a tramar a sua morte. Muitas vezes, o profeta pensou em desistir, mas a Palavra de Deus dentro dele era como o fogo que ele não conseguia apagar. E ele perseverava com coragem, porque o sofrimento fazia parte da sua missão.
    No Evangelho, Jesus anuncia aos apóstolos que, em Jerusalém, Ele sofrerá muito nas mãos dos sacerdotes, dos escribas e dos anciãos. Jesus anuncia que vai morrer, mas ao terceiro dia ressuscitará. Ouvindo o que Jesus dizia, São Pedro puxa-o de lado e lhe diz que isso nunca deveria acontecer. Naquele momento, Pedro não tinha o pensamento de Deus. Raciocinava como homem que era, e que não queria ver seu Mestre sofrer nem morrer.
Jesus, porém, tinha uma missão e devia cumpri-la. Como aconteceu com o profeta Jeremias, Jesus também tinha opositores, mas era preciso fazer a vontade de Deus, mesmo com muito sacrifício. A vontade de Deus não é o sofrimento nem de Jeremias, nem de Jesus, nem de ninguém. Sofrimento já havia muito com a violência e as destruições.
A missão de Jeremias era modificar essa realidade. Assim também Jesus. Ele defendia o ser humano em todos os sentidos e queria que todas as pessoas vivessem em paz neste mundo. Por isso Ele chamou os apóstolos para serem pescadores de gente, isto é, para trabalharem em favor das pessoas. Tanto Jeremias quanto Jesus estavam dispostos a fazer a vontade de Deus, mesmo se isso custasse sacrifícios. Por isso Jesus ensina que, para segui-lo, é preciso renunciar a si mesmo, carregar a cruz de cada dia e aceitar perder a própria vida para poder salvá-la.
    São Paulo, na Carta aos Romanos, nos orienta na busca da vontade de Deus. Devemos ser capazes de discernir o que Deus quer de nós, de forma natural e espontânea. Quando tomamos uma decisão, não podemos errar, porque deve ser natural para nós decidir de acordo com o pensamento de Deus. Jesus disse a Pedro: “Não pensas as coisas de Deus e sim as dos homens”. Se pensarmos como Deus pensa, não erraremos o caminho.
Para isso, diz São Paulo, é preciso oferecer o próprio corpo em sacrifício. Não se trata de maltratar o corpo, e sim de exercitá-lo para que se torne forte e vença as lutas da vida. Precisamos estar dispostos a nos sacrificar para realizar a vontade de Deus. Às vezes, somos tentados a assumir os valores puramente mundanos da sociedade em que vivemos.
São Paulo recomenda não se deixar esquematizar por este mundo, mas permitir que nossa mente seja transformada pelo Espírito Santo. Movida só pela natureza, nossa mente pode se confundir. Movida pelo Espírito, ela realiza sempre a vontade de Deus e não erra. Seremos então capazes de perceber espontaneamente o que é bom, o que é agradável e o que é perfeito aos olhos de Deus.

Leituras e Salmos (4 a 9 de setembro)
2ªf.: 1Ts 4,13-18; Sl 95 (96); Lc 4,16-30.
3ªf.: 1Ts 5,1-6.9-11; Sl 26 (27); Lc 4,31-37.
4ªf.: Cl 1,1-8; Sl 51 (52); Lc 4,38-44.
5ªf.: Cl 1,9-14; Sl 97 (98); Lc 5,1-11.
6ªf.: Mq 5,1-4a; Sl 70 (71); Mt 1,1-16.18-23.
Sáb.: Cl 1,21-23; Sl 53 (54); Lc 6,1-5.




Fonte: FC edição 980 - Agosto 2017
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

RELIGIÃO
Em seu artigo, o Pe. Zezinho, scj fala sobre a nova "teologia do resultado".
Mesa da Palavra
Iniciamos o Tempo Comum da liturgia da Igreja celebrando o casamento de Deus com a humanidade.
Liturgia da Palavra
Jesus, sendo Deus, poderia se encarnar da maneira que quisesse, mas escolheu ser em tudo semelhante
Liturgia da Palavra
23 de dezembro de 2018 - 4º Domingo do Advento - Ano C - Liturgia da Palavra
Liturgia da Palavra
9 de dezembro de 2018 - 2º Domingo do Advento - Ano C - Liturgia da Palavra
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados