Mesa da Palavra

Data de publicação: 18/01/2019

2º Domingo do Tempo Comum
Ano C 20 de janeiro de 2019


Is 62,1-5 – As bodas de Deus com o seu povo.
Sl 95 (96) –
Cantai ao Senhor, terra inteira.
1Cor 12,4-11 – A unidade no Espírito.
Jo 2,1-11 –
As bodas de Caná.

Minha Predileta, Bem Casada
 

1. Iniciamos o Tempo Comum da liturgia da Igreja celebrando o casamento de Deus com a humanidade. A imagem do casamento revela a profunda união que existe entre Deus e seu povo e a humanidade inteira em Jesus Cristo. Deus é o esposo; e a humanidade, a esposa. Ambos formam um só corpo. Jerusalém, abandonada e deserta depois dos ataques de seus inimigos, é chamada com expressões da vida matrimonial de “Bem Casada” ou “Minha Predileta”, porque Deus não a abandonou.
2. Nada mais agradável para a revista Família Cristã, presente nas famílias para que sejam felizes e vivam na alegria do Espírito Santo, do que iniciar o Tempo Comum com a visão de Deus que se casa com a humanidade. Matrimônio e vida familiar são tão importantes na vida humana que Deus se serve deles como modelo do seu amor para conosco e sua vontade de que tenhamos vida em plenitude. Por isso diz Isaías: “Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus”.
3. Numa festa de casamento em Caná da Galileia, a pedido de Nossa Senhora, Jesus fez o seu primeiro milagre, mudando a água em vinho. Não são água e o vinho que importam. Importa o que eles significam. A mudança da água em vinho tem muitos significados, e um deles é que a festa deve continuar num ambiente de alegria. A falta do vinho podia gerar constrangimento para os noivos e mal-estar entre os convidados. A sensibilidade de Maria provoca Jesus, e tudo continua bem e até melhor com um vinho de qualidade superior. Estavam celebrando o início de uma família centrada no amor e na vida. Amor e vida se abraçam nesta festa e querem permanecer abraçados para sempre. Manter vivo o amor e defender a vida desde o seu início na criança que vai nascer até o seu fim nos avós e bisavós, velhinhos e cheios de sabedoria, faz parte do projeto de vida da Família Cristã.
4. A partir de agora nossa terra já não está abandonada. Ela é a Predileta do Senhor, a Bem Casada. O profeta Isaías fala de Sião, de Jerusalém, do povo de Israel, como a alegria de Deus. Israel foi o povo que Deus escolheu por primeiro para o serviço da humanidade. Ele, a alegria de Deus, foi chamado a fermentar todo o mundo para que o mundo inteiro se tornasse a alegria de Deus. Israel cumpriu a sua missão até onde pôde, até onde lhe permitiram as forças humanas. Forças humanas limitadas que necessitavam de um vinho novo que transbordasse de seis talhas imperfeitas para o Cálice da Bênção. Ainda não era a sua hora, mas, a pedido de sua mãe, Jesus entrou na história humana e manifestou a sua glória. Assim como Ezequiel viu a Glória do Senhor sair do Templo para estar no meio do povo no exílio da Babilônia, assim a Glória do Senhor passou a ser vista onde estava o Senhor Jesus.
5. A missão de Israel se realiza e se completa em Jesus, aquele que dá o vinho novo e melhor. Seus discípulos serão pescadores de gente e trabalharão em favor do ser humano. A humanidade precisa sempre ser humanizada de novo, assim como os cristãos precisam ser cristianizados. Que ninguém fuja de suas responsabilidades. Encha as talhas com água se quiser que a água se mude em vinho. Faça o melhor que puder. Deus fará o resto.

Leituras e Salmos (21 a 26 de janeiro)
2ªf.: Hb 5,1-10; Sl 109 (110); Mc 2,18-22.
3ªf.: Hb 6,10-20; Sl 110 (111); Mc 2,23-28.
4ªf.: Hb 7,1-3.15-17; Sl 109 (110); Mc 3,1-6.
5ªf.: Hb 7,25 – 8,6; Sl 39 (40); Mc 3,7-12.
6ªf.: At 22,3-16; Sl 116 (117); Mc 16,15-18.
Sáb.: 2Tm 1,1-8; Sl 95 (96); Lc 10,1-9.




Fonte: Revista Família Cristã, edição 996, dezembro de 2018
Postado por: Família Cristã




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