Educar para o respeito à vida

Data de publicação: 19/09/2013

Rosangela Barboza         
         

Os pais devem despertar o consumo consciente nos filhos e o respeito ao meio ambiente através das atividades cotidianas e, sobretudo, das próprias atitudes.

Que planeta queremos deixar para nossos filhos? E que tipo de filhos deixaremos para o planeta? São perguntas que nos fazem parar e refletir o nosso papel, enquanto família, na formação da consciência ambiental de nossas crianças, para que cresçam amando e preservando a natureza. A Campanha da Fraternidade de 2011 trouxe à tona estas questões. Com o tema Fraternidade e vida no planeta e tendo como lema “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22), a Campanha nos convocou a refletir e a agir em favor do planeta, lembrando a responsabilidade que cabe à família na formação de cidadãos conscientes. Esse caminho passa pela educação ambiental, que engloba conceitos como desenvolvimento sustentável e consumo consciente. E, nesse sentido, a família tem um papel fundamental na formação permanente da consciência ecológica. Mas será que os pais estão realmente preocupados em agir de maneira mais sustentável e orientar seus filhos?

“As pessoas já sabem que são importantes ações como o consumo consciente e a reciclagem do lixo. Contudo, é preciso que elas tomem atitudes práticas e iniciem um processo de mudança” – afirma Angélica Berenice de Almeida, pedagoga e educadora ambiental da Umapaz (Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz), da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo (SP). “É através do exemplo e do diálogo que os pais podem ensinar essas questões a seus filhos” – esclarece a educadora.

A pedagoga Glacilda Pinheiro Côrrea, diretora de formação da Umapaz, faz coro e lembra que, para isso, outro elemento é essencial: “As famílias precisam ter mais tempo para educar seus filhos. Como ensinar o respeito à natureza se os próprios pais não respeitam seus filhos dando a eles o tempo que precisam?”.

Diálogo e exemplo – Despertar o consumo consciente nas crianças é algo que os pais podem e devem fazer. É um dos hábitos saudáveis que visam evitar desperdícios dos recursos naturais e a gerar menos lixo, além da questão econômica, pois estabelece uma relação mais racional com o uso do dinheiro. Esta, porém, não é uma tarefa fácil, já que os pequenos estão expostos a uma publicidade cada vez mais agressiva e com uma só mensagem: “consumir”.

Segundo Angélica, trata-se de um trabalho diário que deve ser iniciado com crianças desde muito cedo. “Através do diálogo, os pais podem questionar com seus filhos os valores passados pela publicidade. Refletir, por exemplo, se é realmente necessário comprar, a todo momento, um celular novo. E ainda ensinar a eles que não estamos sós no mundo, mas fazemos parte de uma teia da vida, junto a outros seres vivos que merecem nosso respeito” – sugere a educadora.

Para manter esse diálogo, não é necessário ser radical. Especialistas ensinam que os resultados positivos aparecem através de pequenas atitudes. Com certeza, um caminho bem eficiente para que os filhos criem hábitos saudáveis é ter o exemplo dos pais para seguir. Também é preciso explicar desde cedo a eles a diferença entre o “ser” e o “ter” e ensiná-los a evitar o desperdício: colocar no prato apenas o que vai comer e reaproveitar os alimentos. Outros hábitos saudáveis que podem ser adquiridos por toda a família são: doar brinquedos para outras crianças, adaptar roupas e ensinar a separação de materiais para reciclagem.

Estimular a criatividade dos filhos, incentivando-os a desenvolver uma relação de carinho com a natureza, é mais um caminho a ser seguido. Para isso, o mais indicado é aproveitar oportunidades do próprio cotidiano. Um exemplo é explicar de onde vêm as verduras e frutas que comemos ou mostrar os pequenos animais e falar da importância que têm para que a natureza se mantenha em equilíbrio. “As gerações anteriores pensavam que eram os seres mais importantes do planeta. Felizmente, hoje, as crianças entendem melhor que o ser humano é apenas mais um na rede da vida e que um passarinho solto no parque é mais feliz do que um que esteja preso na gaiola” – lembra Angélica.






Fonte: Família Cristã 903 - Mar/2011
Postado por: Família Cristã




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