Evangelho na comunidade

Data de publicação: 14/02/2014

Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte

16 de fevereiro de 2014

6º Domingo do Tempo Comum

Mt 5,17-37 – Não vim abolir a Lei e os Profetas.
Eclo 15,16-21 – Guarda os mandamentos e os mandamentos te guardarão.
Sl 118 (119) – Feliz aquele que na Lei de Deus vai progredindo.
1Cor 2,6-10 – Os olhos jamais viram o que Deus preparou para os que o amam.

Progredir na lei do Senhor – Jesus afirma com muita clareza que não veio abolir a Lei e os Profetas, isto é,a Bíblia da primeira Aliança. Não se pode dizer que o que está escrito no Antigo Testamento não vale mais. Continua valendo, deve ser praticado e ensinado. Não podemos ser como aqueles que dizem, mas não fazem. Para Jesus, os mandamentos de Deus devem ser cumpridos até as suas últimas consequências e na consequência última está o ser humano, a pessoa concreta que nós conhecemos e com quem nos relacionamos, a pessoa desconhecida que acaba por sofrer os efeitos da nossa rebeldia. Quem guarda os mandamentos é por eles guardado, tem a vida protegida e caminha longe do mal. É feliz aquele que vai progredindo na Lei do Senhor Deus. É verdadeiramente sábio quem observa os mandamentos de coração aberto. São Paulo chama de “perfeitos” os que buscam a sabedoria da Lei de Deus. Quem ama a Deus guarda os seus mandamentos e verá o que Deus preparou para os que o amam.

Viver os mandamentos
– Não basta dizer “não matei nem roubei”. É preciso ir mais a fundo no exame de consciência. A cólera, a raiva, as palavras ofensivas, a ruptura do relacionamento, desprezo e rebaixamento, essas coisas também matam. Uma palavra mal colocada ou “mal dita” pode ferir e até matar. Não matei com um revólver, mas matei com a língua. Não tirei a mulher de ninguém, nem o marido da outra, mas provoco, alimento desejos, meu olhar não é sadio. Não levo a sério meu casamento. Não sei compreender, não sei perdoar, deixo crescer sempre mais o muro do distanciamento até chegar à separação. Não penso nos filhos. Penso só em mim mesmo. Não juro falso, não juro por Deus, mas não sou pessoa de palavra. Quando digo “sim” é “sim” ou é mais ou menos sim? Sou uma pessoa confiável? Sou honesto? Viver os mandamentos significa buscar um relacionamento de qualidade com Deus, com o outro, consigo mesmo e com a Igreja. A reconciliação vai nessa direção. Todos os mandamentos nos levam a amar a Deus e ao próximo como Jesus amou. Todos os mandamentos convergem, na prática, a não fazer ao outro o que não quero que se faça a mim, ou, positivamente, fazer ao outro o que quero que se faça a mim. O que não quero para mim, não quero para os outros. Jesus resume tudo no amor. Este é o seu mandamento. Todos os preceitos, da Bíblia, da Igreja, da sociedade, do nosso grupo são o professor que ensina o caminho. Não são o caminho. São a ajuda necessária para não sairmos do caminho. Tudo o que nos leva à sensibilidade fraterna nos leva à sabedoria e ao conhecimento de Deus. Exercite-se na sensibilidade para com os outros, seja sensível, perceba que o outro existe, e você vai adquirir o discernimento da vontade de Deus. Você não tomará decisões, não fará isto ou deixará de fazer aquilo, porque mandaram, porque é preceito, porque está escrito. Suas decisões são tomadas no discernimento do que Deus quer aqui e agora. Tal discernimento é espontâneo em quem tem um coração sensível.







Fonte: Família Cristã 937 - Jan/2014
Postado por: Família Cristã




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