Evangelho na comunidade

Data de publicação: 18/07/2014

Texto: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - sergioriciuttoemail.it


Ano A – 20 de julho de 2014

16º Domingo do Tempo Comum

Sb 12,13.16-19 – Concedei o perdão aos pecadores.

 Sl 85 (86) – Ó Senhor, vós sois bom, clemente e fiel.

Rm 8,26-27 – O Espírito intercede por nós.

Mt 13,24-43 – Deixai crescer um e outro até a colheita.

 



O capítulo 13 do Evangelho de São Mateus é o capítulo das parábolas. Elas nos dizem com que podemos comparar o Reino dos Céus. A parábola é uma pequena história, e dessa história você tira conclusões. Não é uma forma didática de se dizer as coisas com mais clareza, pois Jesus falava em parábolas para os de fora e explicava tudo em particular para os seus discípulos. Por que dar explicações em particular se a parábola já tinha sido clara? Na realidade, a parábola é polêmica. Ela contém uma crítica que o bom entendedor entende. Ele sabe que o que está sendo dito é para ele ou para o seu grupo de pensamento e de atitudes. Ela precisa de explicação porque sua crítica não atinge a todos.

A expressão “Reino dos Céus” era conhecida pelos judeus do tempo de Jesus, e é usada por eles ainda hoje. Jesus falava do Reino dos Céus ou Reino de Deus, mas nunca disse o que é o Reino de Deus. Ele diz que o Reino dos Céus pode ser comparado com alguém ou alguma coisa. Jesus usava exemplos que o povo conhecia. Foi assim que Ele comparou o Reino dos Céus com um homem que semeia boa semente de trigo em seu campo. Um inimigo vem e semeia um trigo falso, chamado joio, erva daninha parecida com o trigo que pode prejudicar o trigo verdadeiro. Os plantadores separavam o joio do trigo. Na parábola contada por Jesus, o dono da plantação manda que não se arranque o joio para não se arrancar com ele o trigo bom. Que deixem os dois crescerem até o tempo da colheita. Então, sim, o joio será separado do trigo e queimado. Em casa, Jesus explica aos discípulos que Ele mesmo coloca no mundo aqueles que pertencem ao Reino, mas o diabo também coloca no mundo os escândalos e os que “fazem a anomia”. Anomia para os sociólogos é “o estado de uma sociedade caracterizada pela desintegração das normas que regem a conduta dos homens e asseguram a ordem social”. É “uma condição em que tanto a eficácia social como a moralidade cultural das normas tendem a zero”. É o resultado da impunidade. A parábola contém um chapéu que cabe na cabeça de alguém. Ao bom entendedor meia palavra basta. Em que cabeça entra o chapéu? A crítica está feita e se refere aos agentes do diabo, aos escândalos e à anomia. No fim dos tempos, estes serão lançados na fornalha, enquanto os justos brilharão como o sol no Reino do Pai.

Para brilhar, “o justo deve ser humano”, lemos no livro da Sabedoria. É humano aquele que ama o seu próximo que também é humano. É o filantropo, como está escrito no texto grego. O proprietário do campo e seus funcionários têm força e poder para arrancarem o joio, mas não o fazem. Poderão arrancá-lo a qualquer momento, mas pacientam, dão tempo ao tempo, pois o tempo não poupa o que se faz sem ele. Aos agentes do poder demoníaco se concede tempo para uma verdadeira conversão, até que o tempo se esgote. A concessão, porém, não é inerte, pois o “Espírito vem em socorro da nossa fraqueza” e nos desperta. O joio foi semeado enquanto dormiam. O Espírito nos desperta e nos torna vigilantes. Não protegemos o trigo isolando-o. Estamos, porém, atentos para que a proximidade do joio não o corrompa. O fermento, que não vai sozinho à massa, conta com nossas mãos que sabem que o Reino cresce como a semente de mostarda.

 

 

Leituras e Salmos

 21 a 26 de julho

2ªf.: Mq 6,1-4.6-8; Sl 49 (50); Mt 12,38-42.

3ªf.: Ct 3,1-4a ou 2Cor 5,14-17; Sl 62 (63); Jo 20,1-2.11-18.

4ªf.: Jr 1,1.4-10; Sl 70 (71); Mt 13,1-9.

5ªf.: Jr 2,1-3.7-8.12-13; Sl 35 (36); Mt 13,10-17.

6ªf.: 2Cor 4,7-15; Sl 125 (126); Mt 20,20-28.

Sáb.: Eclo 44,1.10-15; Sl 131(132); Mt 13,16-17.






Fonte: FC edição 942
Postado por: Família Cristã




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