80% das deficiências visuais são evitáveis

 Em 2020, o mundo terá 76 milhões de cegos. Este número representa o dobro do apresentado no primeiro levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1990. Considerando que as principais causas de deficiências visuais são evitáveis em 80% dos casos, neste Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril (domingo), o Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) chama a atenção para os cuidados necessários com os olhos nas diferentes fases da vida.
No Brasil, que detém cerca de 2,38% da população mundial, a estimativa é de que existam mais de um milhão de cegos.
“A partir do conhecimento científico, das tecnologias atuais para o tratamento da visão e da legislação que, em vários países, vem regulamentando processos e procedimentos oftalmológicos como dever social é, no mínimo, desconfortável nos depararmos com esses números”, avalia o presidente do HOB, Canrobert Oliveira.
O médico brasiliense lembra que o Dia Mundial da Saúde é também uma oportunidade para jogar luz sobre plano de ação para a prevenção da cegueira evitável e deficiência visual estabelecido pelos Estados-membros da OMS em 2008, porque “todos esses integrantes celebram o Dia Mundial da Saúde no próximo domingo”.
Este plano, resume o oftalmologista, trata de casos que exigem medidas adequadas de reabilitação visual com os tratamentos disponíveis, de forma a permitir às pessoas com deficiência conquistar e conservar o máximo de independência, inclusão social e participação.

 Braille - Os mecanismos de inclusão têm sido discutidos pela sociedade, salienta Canrobert ao lembrar que na próxima segunda-feira (8/4), também é celebrado o Dia Nacional do Sistema Braille. Uma homenagem a Louis Braille, o criador do sistema de leitura tátil. No Brasil, a celebração desta data é uma lei, a de número 12.266.

 Prevenção - De acordo com o oftalmologista, o desenvolvimento de novos mecanismos de inclusão são fundamentais para que as pessoas com deficiência visual conservem a independência e participem da sociedade ativamente. “Mas é igualmente importante que, diante de números tão alarmantes quanto os apresentados pela OMS, a prevenção à cegueira seja estimulada constantemente em todas as fases da vida”, frisa.
Canrobert destaca a importância da difusão e conscientização da população sobre o teste do olhinho que ainda é menos conhecido pelos pais do que deveria. “O teste permite o diagnóstico precoce de catarata, glaucoma congênito, opacidades de córnea, tumores intraoculares, inflamações intraoculares ou hemorragias intravítreas em recém-nascidos, antes mesmo de receberem alta da maternidade”, lista. O Senado Federal discute nova redação para o Artigo 10 da Lei nº 8.069, que institui a obrigatoriedade da realização do Teste do Olhinho, ainda na maternidade em todo o Brasil. O relator da matéria em tramitação é o senador do DF, Gim Argello (PTB).

 Cenário - Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que cerca de 60% das cegueiras são evitáveis, 40% têm conotação genética, 25% são originadas por infecções e 20% dos casos de perda de visão já instalados são recuperáveis. Diante deste quadro, a prevenção é um hábito a ser conservado, diz Canrobert.

 Crianças - É importante ainda, adverte, que a população do Brasil e os gestores públicos estejam atentos ao dado de que no País, 30% das crianças em idade escolar apresentam problemas de refração (grau) e este fator interfere diretamente na aprendizagem e no desenvolvimento profissional. “O número é impressionante, representa mais de nove milhões de crianças entre sete e 14 anos de idade”, frisa.

Exames oftalmológicos preventivos realizados regularmente desde a primeira infância (até os 4 anos de idade), segundo o médico do HOB, podem alterar este cenário ao identificar por exemplo uma cicatriz corneana, doenças infecciosas e retinopatia da prematuridade, além da catarata congênita e glaucoma em tempo de tratá-las e impedir a perda da visão.

 Adultos - Os adultos detém o maior volume de problemas que podem levar à cegueira. Conforme o CBO, as principais causas de cegueira são a catarata (39%), erros refrativos não corrigidos (18%), glaucoma (10%), Degeneração Macular Relacionada à Idade (7%), opacidades corneanas (4%), retinopatia diabética(4%), tracoma (3%).

 Após os 40 anos de idade, cem por cento da população apresenta, por exemplo, processo de vista cansada (presbiopia). No Brasil, equivale a mais 60 milhões de pessoas, calcula Canrobert. Entre os que têm menos de 40 anos, a estatística mundial mostra que o astigmatismo e a miopia ocorrem em 30% dos indi­víduos, isto é, cerca de 37 milhões de pessoas no caso do Brasil. Somam-se a esta estatística casos de hipermetropia.

 No tempo – Diante das patologias oftalmológicas mais comuns em cada faixa etária, Canrobert Oliveira enfatiza, “durante toda a vida é necessária a atenção à saúde ocular”.

 
Casos mais frequentes em cada período:
De 0 a 8 anos - ambliopia, cicatriz corneana, doenças infecciosas e retinopatia da prema­turidade, catarata congênita e glaucoma congênito
De 8 a 40 anos - astigmatismo, miopia, hipermetropia, doenças infecciosas
Acima de 40 anos - presbiopia, catarata, glaucoma, hipermetropia, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada a idade




Fonte: ATF Comunicação Empresarial
Postado por: Família Cristã




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