Super Fernanda vence o câncer

Data de publicação: 10/06/2015


Ela só tem 14 anos, mas já viveu experiências de gente grande: combateu e venceu um dos tipos mais graves de câncer, a leucemia. A super Fernanda Oliveira Reis dos Santos, dona de um sorriso lindo, fala sempre com uma alegria admirável e com os olhos brilhantes coloridos pelas lentes de contato que a pré-adolescência lhe emprestou.

Por: Karla Maria                   
Fotos: Sonia Mele

Fernanda só tem 14 anos, mas já viveu experiências de gente grande: combateu e venceu um dos tipos mais graves de câncer, a leucemia. A super Fernanda Oliveira Reis dos Santos, dona de um sorriso lindo, fala sempre com uma alegria admirável e com os olhos brilhantes coloridos pelas lentes de contato que a pré-adolescência lhe emprestou.
A menina carrega um passado difícil: dias e noites em hospitais, dos dois aos oito anos de idade, muitas sessões de quimioterapia, uma cabeça carequinha, a limitação nas brincadeiras... Mas o que parece ter sido mais difícil no passado de Fernanda foi a morte do pai, o Eduardo, em 2013. “Sabe quando abre um buraco dentro de você, foi assim”, conta sem querer tocar mais no assunto.
Quanto ao futuro, a menina, hoje com cabelão, o preenche com muitos sonhos. Quer ser veterinária, e rodeada de livros e do amor da mãe, a dona Rosa, vive o presente no 8º ano da Escola Luiz Gonzaga Righini, com muita energia, simplicidade e fé.
Ela acredita em Deus, muito, e pede saúde para continuar vivendo. Tudo isso a super Fernanda contou à equipe da Super+ em sua casa, na zona norte de São Paulo (SP). Confira aí, as importantes lições de vida da Super entrevistada deste mês:

Fernanda, o que você mais gosta de fazer no seu dia a dia?
Gosto de dormir. Adoro dormir. Eu não gosto de estar muito rodeada de gente, não tenho muito amigos, mas as que tenho são as melhores: Laís, Gisele, Amanda, Aline, Thabata e Naomi.

O que você costuma fazer para se divertir?
Para me divertir, eu costumo ficar de bobeira em casa lendo. Adoro ler romance, é a minha paixão. O último livro que li foi Por Um Momento Apenas, e estou com mais dois na fila para ler. Leio bastante, passo o dia todo lendo. De vez em quando eu saio com as minhas amigas, mas quase nunca, porque a verba falta.

O que você pretende fazer no futuro? Já pensou em qual carreira vai seguir?
Este ano quero iniciar o curso de Inglês. No fim do ano, eu quero prestar a Etec (faculdade de tecnológica) e terminar o Ensino Médio e, com isso, começar a minha faculdade de Veterinária nos Estados Unidos.
Você tinha só dois anos quando foi diagnosticada com câncer. O que você se lembra daquele período inicial?
Eu lembro que eu estava na minha casa e comecei a passar muito mal, não conseguia parar em pé, eu estava muito fraca, passava o dia todo deitada, o nariz escorria sangue, eu ficava muito pálida. Quando fui diagnosticada, a gente começou a correr para  descobrir um local que tivesse tratamento,  a minha mãe descobriu o Itaci (Instituto de Tratamento do Câncer Infantil) e aí comecei a fazer o tratamento lá.

Você chegou a ficar carequinha?
Cheguei sim. Eu tinha cinco anos e sentia muita vergonha de sair na rua, porque eu não parecia menina, e as pessoas ficavam me olhando. Ficava mais tempo em casa e talvez por isso eu tenha começado a ler mais e mais. Como eu era criança e meu irmão quebrava todos os meus brinquedos então, eu pegava as revistinhas da Mônica.

No período de tratamento do Itaci, você chegou a fazer amigos? Você ainda tem amigos por lá?
Fiz amigos sim, mas muitos morreram. Da minha turma só eu estou viva. Agora volto lá uma vez por ano para fazer exames de manutenção.

Você era bem pequenina, mas quando começou a ter consciência da gravidade do câncer, você chegou a ter medo de morrer?
Quando eu tive a consciência do que eu realmente tinha, sempre pensava assim: “Eu não posso pensar que eu vou morrer amanhã ou depois”. Sempre pensei que eu tinha que aproveitar o dia de hoje, um dia de cada vez. Eu nunca parei para pensar: “Eu posso morrer”. Sempre pensava que eu tinha que fazer o que eu gosto no momento em que estava vivendo.

O que você diria a uma pessoa que descobriu um câncer?
Eu diria: não fique pensando coisa ruim, não pode pensar em morte, porque acaba ficando com depressão e acaba desistindo de lutar. Tem que ser forte, não pode desistir. Você tem que acreditar em Deus, porque se você acredita, você consegue.

Quem a fortaleceu para pensar assim tão positivo?
Minha mãe foi meu suporte, ela é a minha vida. Desde quando eu era pequena, ela deixou de trabalhar para cuidar de mim no hospital, ela nunca desistiu. Ela é uma supermulher! Minha família é tudo pra mim. Eles se esforçaram para estar comigo em todo o meu processo.








Fonte: Super+ 152-Abr- 2015
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Revista Família Cristã
Edição 1.004 da revista Família Cristã – Agosto de 2019
Das ondas ao altar
Se pregava, era de todo coração; se surfava, era para encarar as maiores ondas.
Caldos, sopas e consumês
Neste inverno, além dos cuidados com a pele, é importante se preocupar com a alimentação.
O Anjo Bom do Brasil
Irmã Dulce,a religiosa que conquistou o coração do povo brasileiro será canonizada.
Revista Família Cristã
A edição 1.003 da revista Família Cristã, com conteúdo de qualidade para você e sua família.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados