Liturgia da Palavra

Data de publicação: 11/10/2018

29º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 21 de outubro de 2018


Is 53,10-11 – Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens.
Sl 32 (33) – O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem.
Hb 4,14-16 – Não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas.
Mc 10,35-45 – Os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam.

Dia Mundial das Missões e da Infância Missionária
1. Discípulo missionário é o seguidor de Jesus que transmite com a vida, com palavras e ações a Boa-Notícia de Jesus. A Boa-Notícia é o próprio Jesus e é ao mesmo tempo a notícia que alegra o coração de quem a espera. A Boa-Notícia que alegra o coração será sempre manifestação do amor fraterno que se expressa em atos concretos. O amor não pode ser tão profundo que nunca se vê. Ele se manifesta em atos concretos e é, afinal, a manifestação do Espírito Santo que em nós habita.
2. Como Jesus Cristo, o discípulo missionário oferece sua vida em expiação para libertar o mundo da dominação da maldade, que é o pecado. É assim que o missionário obtém uma descendência permanente, uma comunidade estável de pessoas que acataram o seu anúncio e se tornaram também discípulos missionários. Assim a vontade do Senhor se realizará com êxito em toda a terra. Como o Servo Sofredor do profeta Isaías, o missionário se faz presente no meio do mundo para que homens e mulheres se tornem justos. A exemplo de Cristo, que matou em si mesmo a inimizade, o missionário carrega sobre si as culpas de todas as pessoas para que, libertas, elas se tornem justas. Isso não acontece sem sofrimento, e às vezes muito sofrimento!
3. A humanidade inteira pode se aproximar com toda a confiança do trono da graça para conseguir a misericórdia e o auxílio necessário no momento oportuno. O sumo sacerdote, que o missionário apresenta a todos os povos, é alguém que abriu as portas da eternidade para todos e é capaz de se compadecer de nossas fraquezas. Verdadeiro homem, ele não pecou, isto é, nunca se opôs à vontade do Pai, mas passou pela provação e pelos sofrimentos que todos experimentamos. Por isso ele nos compreende. A Carta aos Hebreus nos estimula a permanecermos firmes na fé que professamos. É com essa fé que todos partimos para a missão que nos leva a ser pescadores de gente. Não somos proselitistas. Queremos que todos sejam felizes e descubram a bondade do coração de Deus.
4. Os missionários entram em toda parte, em qualquer país, em qualquer nação e experimentam todo tipo de alegria e de contradição. Há governos, como diz o Evangelho, que oprimem e tiranizam, tornando insuportável a vida do povo. O discípulo missionário ouviu de Jesus que lhe disse com voz forte: “Entre vós, não deve ser assim. Quem quiser ser grande e o primeiro, seja o servidor de todos”. Os missionários são servidores, e, na prestação de serviços, revelam a face do verdadeiro Deus e o valor da liberdade diante de qualquer dominação. Missão nunca é imposição nem colonização. Como Tiago e João, também os discípulos missionários cometem erros históricos, não por má vontade, mas levados pelas circunstâncias. A tentação do poder nos acompanha sempre, até mesmo nas comunidades de Igreja já estabelecidas. Se quisermos o primeiro lugar, comecemos a prestar serviço a todos com muita humildade.
5. Façamos nossa contribuição financeira para todas as obras missionárias da Igreja no mundo todo. Formemos as crianças para que se interessem pela salvação e o bem-estar de todas as crianças do mundo. A Obra da Infância Missionária pode ajudar a comunidade cristã a estar sempre aberta às necessidades dos outros e disposta a partir em missão.

Leituras e Salmos (22 a 27 de outubro)
2ªf.: Ef 2,1-10; Sl 99 (100); Lc 12,13-21.
3ªf.: Ef 2,12-22; Sl 84 (85); Lc 12,35-38.
4ªf.: Ef 3,2-12; Cânt.: Is 12,2-6; Lc 12,39-48.
5ªf.: Ef 3,14-21; Sl 32 (33); Lc 12,49-53.
6ªf.: Ef 4,1-6; Sl 23 (24); Lc 12,54-59.
Sáb.: Ef 4,7-16; Sl 121 (122); Lc 13,1-9.




Fonte: Edição 993, Setembro de 2018
Postado por: Família Cristã




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