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20/07 - Quinta-Feira 13:40

Fundadores

O homem que viu o futuro


“Hei de fazer algo para os homens do novo século” (Tiago Alberione)

Se você der uma volta pelo mundo, certamente encontrará livros, jornais, revistas, filmes e músicas com a marca Paulinas. Nas maiores cidades, desde Londres até Kampala, desde Boston até Nairobi, desde Porto Alegre até Porto Velho, nos cinco continentes, você descobrirá uma comunidade paulina a serviço do povo de Deus, trabalhando com os meios de comunicação social. E por trás de todos esses centros e de todas essas atividades, está uma pessoa: Tiago Alberione.

Tiago Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, na pequena cidade de São Lourenço de Fossano – região do Piemonte, no norte da Itália. Desde pequeno, ele tinha claro um ideal: fazer o bem às pessoas.

Um dia, na escola primária, sua professora, Rosa Cardona, perguntou aos alunos o que eles queriam ser quando adultos. Tiago já tinha clara a sua decisão e respondeu sem hesitar: “Quando eu for grande, serei sacerdote”. Desde cedo, teve de pagar por essa declaração, pois os colegas caçoavam e exigiam mais dele.

Tiago deixou sua cidade e a família que amava e foi para o seminário de Brá. No seminário, sua vida corria sem grandes lances de inteligência e qualidades especiais que o distinguissem. Pelo contrário, era considerado uma pessoa frágil. Tanto seus familiares quanto os diretores do seminário temiam pela sua saúde. Deus, porém, tinha outros planos para ele, o que, aliás, não nos surpreende, porque os planos de Deus sempre valorizam a nossa pequenez, a nossa fraqueza. É na fraqueza que o seu poder se manifesta.

O Apóstolo Paulo era a paixão de Alberione. Em Paulo Apóstolo, padre Alberione confirmou seu desejo de espalhar pelo mundo todo a mensagem de Jesus. São Paulo o fizera no século I, Tiago quis fazê-lo agora, no século XX e nos seguintes. Se Paulo vivesse hoje, seria jornalista, disse alguém. A semente germinou em Alberione, que, impulsionado pelo dom do Espírito Santo, lançou as raízes de uma nova congregação, que anuncia Jesus Cristo com os meios de comunicação social, tendo Paulo Apóstolo por pai, padroeiro, exemplo. Assim pensou, rezou, amou e realizou.

Aos 22 anos, ordenado sacerdote, iniciou seu projeto de fundação da Família Paulina, constituída por várias congregações e diversos institutos seculares.

Como acontece com todas as propostas de Deus, esta também começou na pobreza e na humildade. Ele escolheu 1914, o ano do início da Primeira Guerra Mundial, para iniciar também a sua missão na Igreja com os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. No dia 15 de junho de 1915, teve início a Congregação das Irmãs Paulinas, dedicada exclusivamente ao trabalho com os meios de comunicação social.


Padre Tiago Alberione faleceu em 26 de novembro de 1971, aos 87 anos de idade. A Igreja, reconhecendo suas virtudes, declarou-o venerável, no dia 25 de junho de 1996.

E o dia da beatificação chegou: 27 de abril de 2003. Padre Tiago Alberione é proclamado “Bem-Aventurado”, em um reconhecimento oficial da Igreja àquele homem que foi um santo, um profeta e um pioneiro na evangelização.


Uma grande Mulher

Desde o início, Tiago Alberione percebeu que a mulher deveria estar na linha de frente nessa cruzada pelo Reino de Deus, e seu pensamento logo se transformou em ação. Foi assim que a ideia da mulher como líder na ação da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma congregação religiosa: a Pia Sociedade Filhas de São Paulo, mais conhecida como Irmãs Paulinas.

A Congregação dos Padres Paulinos – primeira congregação fundada pelo padre Tiago Alberione – já estava dando os seus primeiros passos. Então, tornou-se necessário encontrar uma jovem para iniciar o ramo feminino. Deus, que estava por trás de tudo, não tardou a possibilitar o encontro de padre Alberione com a jovem Tecla Merlo.

Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, começou, orientada por Alberione, a congregação que veria florescer no mundo inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as mensageiras de Deus, ou andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las.

Um ideal: viver como São Paulo, o apóstolo das nações, com espírito universal, na caridade que se faz “tudo para todos”.
Uma paixão: revelar a todos o Senhor Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
Uma intuição: trabalhar na evangelização com os meios modernos de comunicação: imprensa, cinema, rádio, televisão, internet...
Um programa de vida: a caridade da verdade.

Teresa Merlo nasceu em 20 de fevereiro de 1894, em Castagnito d’Alba, ao norte da Itália. Única mulher entre os quatro filhos do casal Heitor e Vincenza Rolando Merlo e de saúde frágil, dedicou-se, desde adolescente, à arte da costura, no pequeno ateliê da família. Sua sensibilidade religiosa chamou atenção de padre Tiago Alberione, que a convidou para coordenar um grupo de jovens que se preparavam para trabalhar com a imprensa. Era o dia 15 de junho de 1915.

Teresa intuiu logo que a proposta de padre Alberione correspondia aos seus anseios de consagrar-se a Deus. Aceitou o convite, trocando o ateliê de costura pela tipografia.

De fato, em 1918, Teresa, com algumas de suas companheiras, foi enviada pelo fundador a Susa, onde o bispo lhes confiou a produção e a divulgação do jornal diocesano “La Val Susa”. Esse momento marcou uma etapa significativa na vida de Teresa, que passou a considerar a experiência de Susa como o início da missão das Filhas de São Paulo.

Apoiada na fé mais do que em recursos materiais, irmã Tecla assumiu sem medo os meios modernos de comunicação e, contando apenas com a força de Deus, encorajou, no mundo inteiro, iniciativas até então inexploradas.

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