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Em missa em Aparecida, Irmãs Paulinas são homenageadas por seu “ardor bíblico e a comunicação que salva”

Data de publicação: 13/10/2021

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Em seu sermão, Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida, destacou, na celebração realizada no dia 10 de outubro, que as Paulinas são o “perfume paulino na Igreja”. 


Como não poderia deixar de ser, a comemoração dos 90 anos de presença das Irmãs Paulinas no Brasil teve seu ponto alto com a celebração de uma missa no Santuário de Aparecida, presidida por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida (SP), realizada no último dia 10 de outubro, às 8h, com a presença de 44 Irmãs Paulinas, que já se encaminharam ao Santuário no dia anterior, para participar da novena em preparação da festa da Padroeira do Brasil. 

A celebração teve início com a procissão de entrada com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, sendo carregada pela Irmã Ana Marlene Konzen, Superiora Provincial das Irmãs Paulinas. Tendo início a celebração, a proclamação das leituras e salmo ficou a cargo das irmãs Fabíola Medeiros, Helena Corazza e Renilda Formigão. As preces, por irmã Renata Sebastiana Pereira.Em seu sermão, que teve como tema a salvação, Dom Orlando Brandes destacou que “as Paulinas são o perfume paulino na Igreja”. E fez alusão ao importante papel das Paulinas na Igreja e na evangelização, dizendo: “Então, queridas Irmãs Paulinas, parabéns por nos trazer esse ardor bíblico e essa comunicação que salva e ajudarmos a nós, em nosso presbitério, nas comunidades religiosas, nas paróquias...”.Confira, na íntegra, o sermão de Dom Orlando Brandes na missa que marcou os 90 anos de presença das Paulinas no Brasil:  “Hoje, com as Irmãs Paulinas, celebramos o jubileu de 90 anos de evangelização, de Bíblia, de Paulo Apóstolo por Jesus Cristo. Ninguém, como Paulo Apóstolo, foi tão missionário, tão evangelizador, tão encantado por Jesus. ‘Ele me conquistou.’ E é assim que também aqui estamos para sermos conquistados por Cristo Jesus. A grande pergunta de hoje é ‘o que devo fazer para me salvar?’. Deus quer salvar a todos e por isso enviou seu Filho para salvar o mundo inteiro. O problema da salvação não está em Deus. O problema da salvação está em nós. Na nossa resposta positiva ao amor que salva a todos. É o convite universal da salvação. Da parte de Deus, não há condenação. Da parte de Deus, não há perdição. Da parte de Deus, só há salvação. Então, irmãos e irmãs, veio correndo ao encontro de Jesus uma pessoa apegada à riqueza. Mas, veio correndo, também buscando a salvação. Então, de joelhos, pergunta a Jesus: ‘Que devo fazer para ganhar a vida eterna?’. Jesus diz: ‘Olha meu irmão, observe os Mandamentos’. A pessoa, tão correta, disse: ‘Mestre, eu já observo os mandamentos, especialmente aqueles do amor ao próximo, na segunda tábua da Lei’. Jesus ficou impressionado com o homem, correndo, se ajoelhando e não pedindo cura, como outros que se ajoelharam pedindo cura. Este homem pede a cura maior, o remédio maior, a salvação. Porque a gente viver e se perder, meus irmãos e irmãos, que valor teria a vida, que valor teria a missa, sem a salvação, que é a vida plena ao lado de Deus, aqui e na eternidade. Então, Jesus ficou muito impressionado e olhou para os olhos daquela pessoa. Sempre os olhos de Jesus estão fixos nos nossos olhos. Deixemo-nos olhar por Jesus Salvador. Mas, Jesus vendo o que aquele homem dizia, viu que o caminho da salvação não era somente o que estava dizendo e falou? ‘Vai, vende o que tens, dá aos pobres, volte e segue-me’. O homem era muito rico e não se desapegou. É aí que está o problema: não podeis servir a Deus e ao dinheiro. E nós não sabemos muito lidar com o dinheiro. Facilmente o dinheiro governa tudo e estraga tudo. A riqueza não é um mal. Depende do jeito que nós nos tornamos ricos. E, depende do que fazemos com os bens e com as riquezas. É como esta pessoa, que já tinha a espiritualidade que cativou a Jesus, mas não conseguiu deixar a idolatria do dinheiro, ficando triste, abatido e foi embora. Quantas pessoas no mundo vão embora da Igreja, e vão embora da amizade com Jesus e viram as costas para a proposta salvadora de Deus porque não se desapegam das riquezas e se tornam um perigo. Jesus disse aos apóstolos ‘olhem, então o rico não se salva?’. Os ricos apegados, exploradores, são uma coisa, mas, para Deus, nada é impossível, pois poderão se converter como Zaqueu, que era ricaço e ladrão e se converteu. Então ainda há possibilidade de conversão para os que se desapegam dos bens, enxergam a dor dos pobres e ajudam aos pobres, adquirindo a maior riqueza e o maior tesouro. E foi isso que Pedro mostrou a nós, este outro caminho da salvação. Nós deixamos tudo, família, bens, casa e te seguimos, que salvação tens para nós? Jesus disse: ‘Vocês vão receber cem vezes mais, porque, abandonando a idolatria do dinheiro, vocês são ricos de fé, meus queridos discípulos, e ricos de fé somos nós que viemos aqui no Santuário’. Ricos de fé somos nós, que na nossa pobreza (e o pobre é rico na fé) ainda ajudamos os mais pobres. Sim, deixamos tudo, mas somos ricos de boas obras, ricos de caridade, de solidariedade, ricos da Palavra de Deus, ricos da prudência e da sabedoria, como falou a primeira leitura. Assim, então é que seguimos esse caminho de Jesus, nos caminhos dos apóstolos e dos discípulos, o caminho de salvação: orei e me foi dada a prudência. Rezei! Santo Afonso diz que ‘quem reza se salva’. Viemos a Aparecida também para nos salvar. Salvar do pecado, nos salvar de doenças, nos salvar de injustiças, mostrai-nos Jesus. E, como Maria é a Mãe do Salvador, tudo faz para a nossa salvação. Não podemos esquecer, eu vi tanta gente a pé, nem podendo andar mais, vindo homenagear Maria, fazendo penitência para alcançar a salvação. A primeira leitura nos diz para ter prudência, que é o bom senso, para que eu não tenha ídolos, agir na coerência, interpretar corretamente o que Deus quer nessa altura da minha vida. A prudência nos ajuda a chegar à vida eterna, indo pelo caminho do bem e fugindo do caminho do mal. Lembrando que Maria é conhecida como Virgem Prudentíssima. Assim, chegamos à primeira leitura, que diz que o caminho de salvação é a Palavra, que vai penetrando como uma espada em nossos pensamentos e trazendo pensamentos de salvação. São Paulo diz que o Evangelho é força de salvação. E, claro, que a Palavra vai lá dentro das nossas intenções. Qual a tua intenção ao rezar? Qual a tua intenção ao fazer o bem? E a Palavra vai nos purificando. E terminava a leitura dizendo assim: ‘Nós, no final da vida, teremos que responder à Palavra’. Olha que força salvadora é a Palavra. No fim da vida, vai ser um diálogo com a Palavra. Segui Jesus Cristo ou não segui? É a Palavra da salvação. Vamos pedir a graça desta celebração da salvação. Senão, a gente vai pegar o poder e achar que o poder salva. De jeito nenhum! O poder mal usado é a pior das desgraças da humanidade. A riqueza salva? Já vimos que não, sobre o apego à riqueza. Ah, mas a beleza salva. Depende. Se ela é vaidade e com o desprezo dos outros, a gente também se perde nos caminhos da vaidade. Então, queridas Irmãs Paulinas, Paulo Apóstolo nos encantou por Jesus Cristo, judeu, cristão, convertido, místico, profeta, missionário, encantado e entusiasmado por nosso senhor Jesus Cristo e vocês, Irmãs Paulinas, são o perfume paulino na Igreja. Dom Luciano de Almeida dizia nos retiros: ‘Vamos ler as Cartas Paulinas, para nos entusiasmarmos por Jesus Cristo’. Era assim também São Domingos, grande missionário, que dizia: ‘Vamos ler as Cartas Paulinas para sermos missionários e nos salvarmos’, porque Paulo Apóstolo dizia: ‘Eu era o primeiro pecador e fui salvo, salvo pelo sangue de Jesus, e eu vou levar essa salvação até os confins da terra’, caminhando mais de 16 mil quilômetros. Então, queridas Irmãs Paulinas, parabéns por nos trazer esse ardor bíblico e essa comunicação que salva e ajudarmos a nós, em nosso presbitério, nas comunidades religiosas, nas paróquias, antes de tudo, aprendi com a Irmã Helena (Corazza) lá em Joinville, quando ela foi lá nos dar um curso sobre Comunicação, e dizia: ‘A primeira comunicação é a interpessoal’. Não deixemos, irmãs queridas, que toda essa riqueza da comunicação digital nos afaste uns dos outros, e sejamos doutorados nos meios de comunicação e péssimos na comunicação pessoal. Deus os abençoe e o Beato Tiago Alberione de muitas vocações paulinas. ‘Amém’.” A data oficial da chegada das Irmãs Paulinas ao Brasil é 21 de outubro de 1931, quando a Irmã Dolores Baldi desembarcou no Porto de Santos (SP). No entanto, o dia 10 de outubro de 2021 coroou os 90 anos de Brasil das Paulinas com as bênçãos de Nossa Senhora Aparecida em sua casa, a casa da Mãe. As Paulinas agradecem a todas e todos que fizeram parte dessa história de fé, trabalho e evangelização. E um agradecimento especial ao padre Eduardo Catalfo, reitor do Santuário de Aparecida e a todos os padres e irmãos Redentoristas e aos colaboradores pelo acolhimento. Acolher é evangelizar. 

Sobre Paulinas:

Referência de qualidade, ética e respeito pela diversidade cultural, Paulinas Editora está presente no Brasil desde 1931 e, ao longo de sua trajetória, vem sendo reconhecida por sua atuação com inúmeras premiações, com destaque para oito Prêmios Jabuti – o mais importante prêmio literário do Brasil, conferido pela Câmara Brasileira do Livro –, e com participação em feiras literárias internacionais. Assume como valores em sua ação: Alegria em servir; Amor à missão; Colaboração e criatividade; Comunhão e participação; Espiritualidade; Harmonia e beleza; Ética e responsabilidade social.





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Fonte: sala de imprensa
Postado por: Sala de Imprensa



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