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Cantando os Evangelhos: novo álbum de Frei Luiz Turra para o novo ciclo do Tempo Comum A

Data de publicação: 12/12/2022

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Logo após o Tempo do Natal, tem início o Tempo Comum no calendário litúrgico. Em 2023, será o Ano A, quando o Evangelho de São Mateus é preferencialmente lido aos domingos. Também para o novo ciclo, Frei Luiz Turra prestigia o povo de Deus com a série Cantando os Evangelhos - Tempo Comum A - Vol. 1 (https://bfan.link/cantando-os-evangelhos-tempo-comum-a-vol1).


O álbum traz músicas inspiradas no evangelista que foi um cobrador de impostos, mas deixou tudo para seguir o Senhor. Frei Luiz Turra relata que, ao realizar esse novo trabalho, sentiu muito de perto “a presença de Cristo, a provocação do Reino e o compromisso da Igreja”. O sacerdote explica que, além de ser o livro que abre o Novo Testamento, Mateus, em cada passo de sua obra, refere-se ao Antigo como forma de provar que a lei e as orientações dos profetas são cumpridas em Jesus Cristo, além da realização das promessas.


As canções do sacerdote apresentam, portanto, as marcas dos escritos Mateus. Segundo Frei Turra, Mateus expõe alguns temas bem claros:

 

1º) A pessoa de Jesus, como o Filho de Deus e o Emanuel (= “Deus Conosco”). No início do Evangelho, há a revelação do Filho do Homem dotado de toda autoridade divina sobre o Reino de Deus;

 

2º) O título de “Filho de Deus” é citado 10 vezes e reaparece em momentos decisivos: no Batismo de Jesus, confissão de Pedro, Transfiguração, julgamento e crucificação;

 

3º) A denominação “Filho do Homem” também percorre o Evangelho, pois Cristo fala como a sabedoria encarnada;

 

4º) O tratado sobre o Reino dos Céus, como centro da mensagem de Jesus em Mateus. O evangelista tem uma catequese e simbologias próprias sobre a temática, partindo da realidade própria das pessoas;

 

5º) São Mateus é o único evangelista a escrever a palavra “Igreja” para falar da nova comunidade, dos que creem em Cristo. Ou seja, o novo povo de Deus, que surge de um Israel que não soube ver Jesus como o Messias.

 

Do mesmo modo, Cantando os Evangelhos - Tempo Comum A - Vol. 1 revela traços de uma espiritualidade encarnada, muito próxima da vida. “Nada fora da realidade, mas uma provocação de uma espiritualidade possível. Mateus deixa claro ainda que a Igreja não é o Reino, porém está a serviço do Reino de Deus”, enfatiza o frei.


As canções são interpretadas por Andréia Zanardi (Cantores de Deus), Ir. Bárbara Santana, fsp e Renato Palão, e foram feitas especialmente para o momento de Comunhão das Santas Missas dominicais do Tempo Comum. Contudo, podem ainda ser utilizadas:

  • na leitura orante da Palavra;

  • no ensino e oração com as crianças da Catequese;

  • em reunião de  círculos bíblicos, pastorais, grupos jovens etc;

  • para auxiliar a meditação familiar da Sagrada Escritura.

 

Ouça as canções no canal de músicas e nas plataformas digitais (https://bfan.link/cantando-os-evangelhos-tempo-comum-a-vol1). Disponível também em playback (https://bfan.link/cantando-os-evangelhos-tempo-comum-a-vol1-playback).

 


Simbologia de Mateus

 

A partir das Escrituras, surgiu a tradição de associar os quatro evangelistas a seres viventes, como lê-se no Livro do Apocalipse:  “O primeiro animal vivo assemelhava-se a um leão; o segundo, a um touro; o terceiro tinha um rosto como o de um homem; e o quarto era semelhante a uma águia em pleno voo. (...) Não cessavam de clamar dia e noite: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, o que é, o que era e o que deve voltar” (Ap 4,7-8).


Vários santos se utilizaram de tais analogias até firmar-se o ícone de cada evangelista. No caso de São Mateus, ele é representado por um homem com asas, ou um anjo. Isto porque seu texto inicia com a genealogia de Jesus, para descrever sua natureza humana. Um Evangelho que se concentra na humanidade de Cristo, perfeitamente Deus, perfeitamente homem.


O álbum de Frei Luiz Turra aprofunda esses aspectos. Neste final de ano, será o lançamento da primeira parte de Cantando os Evangelhos - Tempo Comum A - Vol. 1 com canções até o VII Domingo do Tempo, antes da Quaresma.

 

Frei Luiz Turra

Frei Luiz Turra (Foto: Juliene Barros/Paulinas-COMEP)


Frei Luiz Turra e o seu legado


Um nome de grande importância para a canção litúrgica no Brasil. É franciscano capuchinho, autor de diversas e marcantes músicas litúrgicas. Atualmente, é pároco da Igreja de Santo Antônio do Partenon, em Porto Alegre (RS) e, além das atividades na música e Liturgia, exerceu variadas funções em sua congregação em cidades gaúchas: foi mestre de noviços; conselheiro e ministro provincial; pároco; promotor de ações solidárias; entre outras.


No país e no exterior, sempre se dedicou ao estudo, à prática e ao ensino de Liturgia e canto, seja aos confrades como a comunidades paroquiais. Participou e assessorou cursos intensivos de atualização litúrgica e foi assessor de música litúrgica da CNBB, tendo sido nomeado em 2006.


Na gravadora Paulinas-COMEP, Frei Turra gravou inúmeros LPs e CDs. Em 1972, iniciou as gravações em LP e, desde 1993, as gravações em CD, sempre com múltiplas temáticas abordadas em suas letras. Atualmente, pode-se ouvir suas composições nas plataformas digitais.

 

Por Gracielle Reis





Fonte: sala de imprensa
Postado por: Sala de Imprensa



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