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Revitalizar para não morrer

Data de publicação: 10/05/2006

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São Paulo, 10 de maio de 2006

Para que a revitalização da vida religiosa se concretize, não é suficiente pintar a fachada com outra cor. É preciso fazer outras reformas que recuperem o sentido profético da vocação. Não se trata de repetir o que fez o fundador ou a fundadora da congregação, mas intuir sobre - e tornar realidade - o que fariam nas atuais circunstâncias sociais, culturais, religiosas e sociopolíticas.

O desafio é constante: como manter acesa a vitalidade da vida consagrada, vivificar sua espiritualidade, a missão e a fraternidade? Ao longo de sua história, a vida consagrada soube renascer várias vezes das próprias cinzas e passar da morte para a vida. Mas, e agora?

Como secretário-geral da USG (União dos Superiores Gerais), o autor conhece pessoalmente muitas congregações - e não apenas as masculinas -, acompanhando-as no seu esforço de renovação e nas suas experiências no processo de refundação. Por isso, credenciou-se para fazer em Por um presente que tenha futuro um balanço do processo de renovação da vida religiosa, em grande parte inaugurado no Concílio Vaticano II (1962-1965) e formalizado em particular pelo Sínodo da Vida Consagrada há apenas dez anos.

 Que a vida religiosa precisa ser repensada na Igreja tornou-se, à luz desses dois acontecimentos maiores, uma evidência - manifestada, aliás, pelas grandes transformações da vida consagrada que se vem produzindo na história. Diversas, porém, são as perspectivas de análise e, por conseguinte, de pistas de solução. A proposta de José María Arnaiz pode ser caracterizada por três colocações centrais.

 Parte da realidade atual da vida religiosa, procura, então, ir aos seus fundamentos para compreender a sua essência e distinguir com clareza o que tem de central e de essencial de todas as suas formas históricas que, para os dias de hoje, constituem verdadeiras ataduras dos quais os religiosos se devem libertar, como o Senhor exigiu que fosse libertado o cadáver de Lázaro, ao ressuscitá-lo!

 Trata-se, portanto, da necessidade que hoje sentimos de refundação da vida religiosa. A maior parte desta obra é dedicada a apontar os obstáculos e os caminhos dessa refundação: suas exigências e o espírito com que deve ser conduzida.
 Na visão do autor, em terceiro lugar, a direção maior deveria ser comandada pela missão, expressão do carisma, perguntando-se, os religiosos, quais as formas concretas que assumiria hoje a inspiração que esteve na origem de suas respectivas congregações.

 Assentados esses três pontos, a obra indica, como conclusão, o resultado que tal refundação teria, por um lado, na nova capacidade de acolher as vocações à vida consagrada, que nunca faltaram na Igreja e, por outro, em descobrir novas formas de vida religiosa, com novos caminhos para sua institucionalização.

 Não deixa de ser curioso que, ao terminar a obra, o autor denuncie a tendência que temos de falar sempre do ideal religioso, descurando a realidade da vida que levam religiosos e religiosas. Observa que os monges antigos, ao contrário, não nos transmitiram tantos ensinamentos de espiritualidade, mas, ao insistirem sempre em dizer o que realmente eram, deixaram-nos como lição "pequenas histórias tiradas da vida real". Refundar a vida religiosa é construir sobre a vida que de fato levamos ou, pelo menos, procuramos honesta e apaixonadamente levar na busca da santidade.

Título: Por um presente que tenha futuro
Autor: José Maria Arnaiz
Coleção: Carisma e missão
Págs. 312
Preço: R$ 24,70
Formato: 13,5 x 20,0 cm
Código: 50831-4
ISBN: 85-356-1631-4

 
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Fonte: Paulinas
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