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Paulinas 91 anos: uma história escrita por mulheres

Data de publicação: 12/06/2006

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Pioneirismo e ousadia marcam a trajetória de 75 anos de Paulinas no Brasil, que, com seu estilo único, não raro dita moda para o grupo. Ao atingir a maturidade, contudo, a congregação anseia por sangue novo para viver essa nova cultura das linguagens tecnológicas e colocá-las a serviço do ser humano, dos valores humanizadores e evangélicos.

Ao completar 91 anos no mundo, o grupo italiano de comunicação Paulinas, espalhado por mais de 50 países nos cinco continentes, tem mesmo muito que comemorar na sua missão a serviço da vida. "Atingimos a maioridade", resume a diretora de apostolado, Irmã Elide Pulita. "Agora, vivemos uma nova fase, buscando novos meios para agir e interagir em sintonia com tantas e tão rápidas mudanças culturais e socioeconômicas. O desafio é não perder de vista a força criativa das origens, a intuição do visionário Alberione, e achar formas de transformá-las para a realidade atual. Não dá para viver dos louros do passado."

Por acreditar nos dons naturais femininos de simpatia, inteligência, liderança com firmeza e carinho - essenciais para sua missão evangelizadora - o fundador, Padre Tiago Alberione, fundou, em 15 de junho de 1915, uma instituição na Igreja, organizada e administrada somente por mulheres. Bem cedo, ele percebeu o lugar da mulher na linha de frente na comunicação pelo Reino de Deus. Foi assim que nasceu a Congregação das Irmãs Paulinas.

Na preparação das primeiras missionárias para o trabalho de negociação, redação e manuseio dos parques gráficos da época, contou com o apoio da também italiana irmã Tecla Merlo, que se tornou a primeira Superiora Geral da nova instituição. "Alberione costumava dizer que a mulher tem a mesma responsabilidade do sacerdote de ajudar as pessoas", relembra Irmã Élide, destacando que tal pioneirismo não foi entendido nem mesmo pela Igreja da época.

O Brasil foi o primeiro país a receber Paulinas fora da Itália. A bandeira chegou pelas mãos de Dolores Baldi e Estefanina Cillario, em 1931. Desembarcaram aqui dispostas a dar corpo à proposta de Alberione de evangelização através dos meios de comunicação, ancorada na humanização, na fé e na solidariedade. Com suas peculiaridades, constante mutação e imensa riqueza cultural, nosso país é, hoje, o segundo em representatividade, atrás da Itália e à frente de Índia e Filipinas, onde a congregação desponta com grande potencial.

O início em solos nacionais foi difícil, porém empolgante. Vivendo em regime de pobreza absoluta e sem nenhum tipo de subsídio, as recém-chegadas missionárias chegaram a passar necessidades. Iam de porta em porta divulgando a revista Família Cristã, seguindo o que dizia Irmã Tecla: "Emprestemos nossos pés ao Evangelho, para que corra e se estenda por toda a parte". Valeu a pena. Em vários momentos dessa caminhada de mais de sete décadas, a administração local encampou posturas consideradas inovadoras para o grupo e para o segmento editorial, provocadas muitas vezes pela necessidade de responder rapidamente às ágeis mudanças próprias de um país onde tudo estava por fazer.

Além de ser pioneira no segmento sob o comando de mulheres, a congregação foi a primeira entidade católica a valer-se de todos os meios de comunicação disponíveis para anunciar o Evangelho, inclusive iniciando a composição manual dos livros; a inserir leigos na missão na década de 60 - primeiro, para atuar no porta a porta na divulgação da Revista Família Cristã e, a seguir, para o trabalho nas livrarias e nos departamentos editoriais e de produção gráfica. Pioneirismo, ainda, na introdução das chamadas "músicas mensagens e músicas religiosas", que têm como grande ícone o Padre Zezinho, scj. A década de 80 foi especialmente significativa. As operações entraram em rede, potencializando os esforços, e houve uma profunda reestruturação na instituição religiosa.

Mais de sete décadas depois da criação da gráfica própria, Paulinas exibe uma estrutura invejável: a atuação estende-se por todos os campos da comunicação: a gravadora Paulinas-COMEP, foi fundada em 1960; o setor de multimídia, em 1984; publica duas revistas (uma para a família e outra para o Ensino Religioso nas escolas) e atua com TV, desde 1996. "A parte editorial vive seu melhor momento, pela alta qualidade de nossos autores e ilustradores, das obras e o permanente compromisso com lançamentos", diz a Irmã. Marcante foi o reforço, nos últimos dez anos, na área de literatura infanto-juvenil, que colocou a editora no posto de melhor qualidade literária na área, a ponto de receber vários prêmios Jabuti e de conseguir inserir seus títulos entre os recomendados para o ensino fundamental.

Criada em 1936, a rede Paulinas de Livraria tem hoje 28 lojas espalhadas por todas as capitais, que vendem os mais de 3,5 mil títulos próprios e os de terceiros. São, todavia, mais que livrarias. Com seus auditórios, tornaram-se pontos de encontros para debates e estudos de temas bíblicos, de teologia e da atualidade, saraus e oficinas. Para fomento à leitura e acesso ao livro, a editora oferece a revista Diálogo, de Ensino Religioso, e seus promotores percorrem escolas de todos os níveis, superior, inclusive, para apresentação de novidades e detecção de problemas e demandas.

Berço de transformações
O que contribui bastante com o desempenho é o caráter imposto na administração, que leva em conta toda essa pluralidade cultural e procura atuar em sintonia com a forte religiosidade do nosso povo. "Essa riqueza é ao mesmo tempo desafiadora e benéfica", acredita a diretora de apostolado de Paulinas.

Ciente de que manter o ritmo daqui pra frente não será tarefa das mais fáceis, a empresa passa por um processo de "modernização" da área comercial, e prepara-se para a trabalhar em novos canais e formatos de vendas, novos segmentos e produtos mais inovadores em livros, músicas e audiovisuais, que atinjam a todos indistintamente, ricos e pobres.

Nada parece ser empecilho. "Paulinas já nasceu no bojo de importantes transformações culturais. Era início do século XX, quando as pessoas começavam a pensar em ter livros em casa, remodelavam-se os primeiros parques gráficos, surgiam os movimentos operários, uma revolução, aliás, provocada pela imprensa... Estamos em um momento de maturidade, mas precisamos de sangue novo para viver essa nova cultura das linguagens tecnológicas e colocá-las a serviço do ser humano, dos valores humanizadores e evangélicos", pondera Irmã Élide.

Sala de Imprensa
Paulinas Editora
Malu Delmira e J. Fátima Gonçalves
11-5081-9333
imprensa@paulinas.org.br


Fonte: Paulinas
Postado por: Administrador



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