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Uma manhã mais que especial na Paulinas

Data de publicação: 19/05/2006

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Na manhã do último sábado de abril, sob a coordenação de Cláudia Cotes, a filial da Domingos de Morais de Paulinas, em São Paulo, abriu as portas para celebrar as diferenças.

Ser cego não deve ser a pior coisa do mundo, mas, com certeza, é muito triste. Agora que sei um pouco das suas dificuldades, farei tudo o que puder para ajudá-los." A pequena Elisa, 5, que experimentou dançar com uma venda nos olhos, estava a mil na manhã inclusiva promovida pela ONG Vez da Voz, entidade não-governamental liderada pela fonoaudióloga e escritora Cláudia Cotes, no último sábado de abril, na loja Domingos de Morais, em São Paulo. Com fôlego de sobra, ela guiava os cegos pra cá e pra lá, levava-os para cumprimentar pessoas, ajudava-os a posar para fotos, perguntava bastante e, no final, já se julgava apta a dar explicações sobre o que aprendera ali...

E não foi pouco. A loja abriu as portas para celebrar as diferenças e recebeu algumas pessoas que não podiam ver ou ouvir. Como Elisa, clientes, convidados e visitantes tiveram oportunidade de conhecer ou aprender um pouco mais sobre o método Braille e a linguagem de Libras com os voluntários da ONG e da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Cláudia
Paralelamente, chamavam a atenção atividades, como leitura de histórias, explicações sobre a máquina de escrever em braile, como escrever o alfabeto para quem não pode enxergar e um show memorável com as meninas do Balé de Fernanda Bianchini. João de Souza, deficiente visual, tocava e cantava músicas brasileiras, divertidas. Para coroar o evento, a 'menina' Dorina Nowill, personagem do livro Dorina Viu, de Cláudia Cotes, deu o ar da graça. "Nossa! Como a Dorina cresceu!", exclamou uma criança que já ouvira a história contada um pouco antes por Cláudia. Paulo, deficiente visual desde, veio de Taubaté especialmente para o encontro. Gostei bastante", disse, entusiasmado com os livros com braile recém-lançados por Paulinas"Que será que a bruxa está lavando?" e "A bruxa mais velha do mundo", da também deficiente visual Elizete Lisboa, e Dorina viu.

Daniel, que perdeu a visão ainda pequeno, veio acompanhado de seu fiel escudeiro, Mac, um dócil dobermann negro, atração à parte para adultos e crianças. Como Elisa, muitas crianças tiveram seu primeiro contato com pessoas que não podem enxergar. A julgar pelo movimento, a iniciativa da manhã inclusiva alcançou seu principal objetivo: convencer a todos, desde cedo, de que é possível, sim, conviver harmoniosamente com as diferenças.

Sala de Imprensa
Paulinas Editora
Malu Delmira e J. Fátima Gonçalves
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Fonte: Paulinas
Postado por: Administrador

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