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Ser criança é um estado de espírito e também de inteligência.

Data de publicação: 26/12/2005

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São Paulo, 26 de dezembro de 2005

"Fruta-pão" traz nas entrelinhas analogias geniais sobre o tempo, o universo, a natureza e o homem.

 Com mais de 40 livros publicados, tendo recebido vários prêmios no Brasil e no exterior, Cláudio Martins provoca e desafia seus leitores ao apresentar, por meio de suas obras, formas alternativas de ser e de viver na sociedade contemporânea.
      Em Fruta-pão, lançamento Paulinas Editora, como um pensador muito original ou como uma criança inconformada com as resposta prontas e óbvias da maioria dos adultos, "inocentes-úteis", o autor mescla linguagem poética, narrativa mítica, metalinguagem, humor e conceitos ideológicos perniciosos incorporados pela sociedade, para mostrar que é possível sim construir uma realidade diferente e bem mais justa tanto do ponto de vista social quanto da perspectiva ecológica. É como se Martins dissesse a seu leitor: "É preciso reinventar o ser humano e a sua organização social".
      Fruta-pão é uma grande metáfora desde o título, passando pelas ilustrações até a narrativa propriamente dita. Se separarmos o substantivo composto, "fruta-pão", que é o título do livro, bastante sugestivo, o termo "fruta" remete à idéia de dádiva da natureza, já a palavra "pão", indica que esta natureza, tão dadivosa, deveria beneficiar igualmente a todas as pessoas. O título alude, dessa forma, à idéia de "mãe-terra", "mãe-natureza".
      Segundo o autor, é comovente olhar para as sociedades primitivas, para a organização social dos habitantes originais do Brasil, os índios, que eram cerca de cinco milhões, antes de 1500, e pensar que nestas sociedades tudo era pautado pela igualdade entre as pessoas e pelo respeito à mãe-natureza. "Nessas sociedades", lembra o autor, "não havia armazenamento, nem frigorífico; não havia estoque regulador para regular o preço para cima; não havia pobreza, por que não havia riqueza individual; o bem era coletivo".
      Neste livro, o leitor fluente vai perceber nas entrelinhas analogias geniais sobre o tempo, o universo, a natureza e o homem. Nas páginas 18 e 19, a árvore de "fruta-pão" é retratada numa figura que remete ao mapa-múndi; por representar a própria natureza, alguns personagens do livro não conseguirão jamais medi-la: "Aí o japonês disse que ela era maior que o céu, porque nascia no chão e espichava-se... até depois do infinito". Quando resolveram acabar com a árvore de fruta-pão, "o prefeito, o juiz, o delegado, o general, etc. e tal", isto é, todos que representam o poder, tiveram uma grande surpresa...

Livro: Fruta-Pão
Autor e ilustrador: Cláudio Martins
Coleção: Estrela
Páginas: 32
Preço: R$ 19,50

Paulinas Editora
Departamento de Comunicação
Malu Delmira e J. Fátima Gonçalves
imprensa@paulinas.com.br
Tel: (11) 5081-9333 / 7203-8595


Fonte: Paulinas
Postado por: Administrador

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