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Uma "aula" sobre Terapia assistida por animais

Data de publicação: 16/05/2006

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Vantagens podem ser estendidas também aos cegos. "O fato de não enxergar pode tornar a aproximação mais amorosa, onde vários aspectos podem ser trabalhados como a textura do pêlo, o contato etc."

No último sábado, 13 de maio, o auditório da livraria Paulinas, na Domingos de Morais, em São Paulo, recebeu convidados para uma explanação sobre Terapia assistida por animais. A autora do livro homônimo, Karen Cristini Pires Timoteo dos Santos, contou sua experiência com o emprego de animais no tratamento de casos de crianças com paralisia cerebral e enfatizou a importância do convívio com animais como fonte de equilíbrio, tranqüilidade e paz, fatores essenciais no tratamento de pessoas com necessidades especiais, sejam crianças, adolescentes ou adultos.

Em sua palestra, Karen justificou seu interesse pelo assunto. Ao se formar fisioterapeuta pela Universidade São Judas Tadeu, queria um algo mais nesse trabalho e escolheu ser voluntária em uma entidade que cuidava de crianças com paralisia cerebral e que foram abandonadas pelas famílias. Ali, pôde confirmar os benefícios nos aspectos físico, cognitivo, emocional e social do emprego de animais como co-terapeutas nos tratamentos psíquicos e fisioterápicos desses pacientes com necessidades especiais.

Ela lembrou que, após a implantação da TAA, a maioria dos pacientes passou a aceitar de forma mais agradável as intervenções, a terapia ocupacional, a enfermagem e os cuidados diários como higiene e alimentação. "Isso tornou as relações mais produtivas. Além disso, observamos o vínculo mais prazeroso entre terapeutas e pacientes."
Ela fez questão de ressaltar que esse método não substitui a terapia convencional, como a fisioterapia, a terapia ocupacional, a psiquiatria ou a psicologia, etc., mas abre a possibilidade de aplicar exercícios e funções muitas vezes impossíveis de ser realizados com elas.

Karen foi questionada sobre a possibilidade do emprego de animais também com pessoas que não podem enxergar - somando-se ao trabalho dos cães-guias, já amplamente utilizado. "É possível", disse. "O fato de não enxergar pode tornar a aproximação mais amorosa, onde vários aspectos podem ser trabalhados como a textura do pêlo, o contato etc." Quem participou de mais essa iniciativa de Paulinas e a escritora pôde conhecer também o pequeno Tomy, um cachorrinho adestrado, que tem apenas três patas, ressaltando, assim, a questão da deficiência, da incapacidade e da desvantagem social.

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Malu Delmira e J. Fátima Gonçalves
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Fonte: Paulinas
Postado por: Administrador

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