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Literatura infanto-juvenil perde Elias José, o mágico da poesia

Data de publicação: 06/08/2008

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Como bom mineiro, Elias amava o mar - e o levou para muitos de seus livros, poemas e contos. Seu estúdio, onde escrevia, ficava diante de uma outra paisagem tão linda quanto o mar, e de onde podia ver casas, telhados, quintais, jardins, montanhas e a bela catedral da cidade de Guaxupé, onde vivia.

Agosto chegou levando um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil do País. O mineiro de Santa Cruz da Prata, Elias José, 72 anos, morreu em Santos, vítima de pneumonia, deixando mais de quarenta obras e "um grande vazio no coração de muitos brasileiros, sobretudo, das crianças, seu público-alvo preferido".

"Elias José semeou alegria, risos e encantamento por meio de suas obras, sempre carregadas de humor e poesia", comenta Irmã Maria Alexandre, editora responsável pela área infantil e juvenil da Paulinas. Ela relembra o olhar surpreso de Elias ao receber pronto o Pequeno dicionário poético-humorístico ilustrado, ilustrado pela carioca Elisabeth Teixeira. "Ao recebê-lo, abraçou-o como se abraçasse um filho. Foi um gesto muito marcante", diz. O artista plástico André Neves, que ilustrou a última obra do escritor (Ao pé das fogueiras acesas), prefere não encarar a morte do amigo como uma perda. "Não há perda. A literatura para infância só teve ganhos com ele. E continuará tendo, pois sua obra é eterna", confirma.

Da parceria de mais de doze anos com Paulinas renderam treze obras, além de uma no prelo. Começou com o livro O jogo das palavras mágicas, passou por Quem quiser que conte outra, até o mais recente Ao pé das fogueiras acesas. Estava em seus planos, inclusive, promover uma tarde de autógrafos desta obra no estande da Paulinas Editora, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro, este mês, no Parque Anhembi, em São Paulo. Professor e contador de histórias, teve seus livros publicados também no México, Argentina, Polônia, Estados Unidos e Nicarágua.

Brincar com a palavra era marca registrada nas obras desse mágico escritor, sempre preocupado com questões de cidadania, ambiente, folclore, valores... Em Pequeno dicionário poético-humorístico ilustrado, por exemplo, ele desvenda as muitas poesias escondidas nas palavras. Quis mostrar a capacidade que as palavras têm de sugerir emoções e sensações, de fazer rir, sentir e pensar. O resultado, como sempre, é uma gostosa brincadeira. Em O Rei do espetáculo, enquanto revela um pouco das aspirações e dos sonhos de muitos profissionais, confere o título de soberano a ninguém menos que o lápis, que, em boas mãos, pode mudar a cara deste mundo tantas vezes tão chato e tão feio.

A paixão pela escrita começou ainda pequeno, o que talvez explique o modo lúdico com o qual costumava encantar crianças e adultos-crianças. Menino, era o responsável pelo jornal da escola; já adolescente, passou a fazer poemas e crônicas para jornais da cidade. Começou daí uma carreira surpreendente como escritor.

Sala de Imprensa
Paulinas Editora
Joana Fátima, Taís González e Roberta Molina
www.paulinas.org.br/sala_imprensa
saladeimprensa@paulinas.com.br


Fonte: Paulinas
Postado por: Administrador



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